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Japão contém avanço do coronavírus sem quarentena em massa

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O Japão não adotou quarentenas em cidades ou isolamento obrigatório de seus cidadãos para evitar a propagação do vírus. Até o momento, houve o cancelamento das Olimpíada de 2020 e de escolas fechadas, porém, os japoneses têm seguido suas vidas de maneira mais ou menos normal.

Em 22 de março, milhares de cidadãos foram às ruas e a parques para admirar as cerejeiras em flor. A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse que abandonar esse festival de primavera para os japoneses seria como “abandonar os abraços para os italianos”.

Havia tanta gente nas ruas que a Koike pediu que os moradores da capital do Japão não saíssem de suas casas a não ser por razões estritamente essenciais. Tudo isso em meio a pandemia do coronavírus pelo mundo todo. O país tem 1.499 casos confirmados, 404 casos confirmados e apenas 49 mortes.

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De acordo com o número de infectados e mortos pela covid-19, o Japão é um dos países mais desenvolvidos que menos foram afetados até o momento.

De acordo com o diretor do Instituto de Saúde da População do King’s College em Londres, Kenji Shibuya, o Japão é muito eficiente em testar pessoas em busca do vírus, identificar grupos de contágio e isolá-los.

“A única maneira de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar. E muitos países não ouviram. No Japão, eles estão desesperados para rastrear os infectados. E estão indo bem em termos de identificar e isolar os grupos doentes”, disse Kenji à BBC News.

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Outro argumento que pode explicar o sucesso do Japão é o distanciamento social que, mesmo antes da pandemia, já estava bem estabelecido na cultura.

“Os japoneses são bastante conscientes da higiene, muito mais do que em outros lugares. Além disso, muitas pessoas usam máscaras nas ruas por questão cultural, então há menos chances de transmissão”, explica Benjamin Cowling, professor de epidemiologia da Universidade de Hong Kong.

Existe um consenso no Japão de que a decisão antecipada do governo de fechar escolas e suspender grandes eventos público, além de insistir na necessidade de respeitar as novas normas sociais desde o início, ajudou a controlar a disseminação. O governo anunciou que reabrirá as escolas em abril.

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Com informações de BBC

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