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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (17) que a Coca-Cola concordou em substituir o xarope de milho de alta frutose por açúcar de cana nas bebidas vendidas no país.
“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana real na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazê-lo. Gostaria de agradecer a todos os responsáveis na Coca-Cola”, escreveu Trump em publicação na plataforma Truth Social.
A empresa, que tem sede em Atlanta, confirmou que em breve divulgará mais detalhes sobre novos produtos e agradeceu o entusiasmo do presidente. Atualmente, a Coca-Cola comercializada nos Estados Unidos é adoçada com xarope de milho, enquanto em diversos países a fórmula utiliza açúcar de cana.
A mudança ocorre no contexto da iniciativa “Make America Healthy Again” (MAHA – Torne a América Saudável Novamente), lançada durante o governo Trump. O programa, associado ao secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., pressiona a indústria alimentícia a retirar ingredientes considerados prejudiciais, como corantes artificiais e adoçantes industrializados.
Kennedy, conhecido por suas críticas ao consumo excessivo de açúcar, afirmou que novas diretrizes alimentares serão divulgadas no verão americano, incentivando o consumo de alimentos integrais. Segundo ele, “a saúde da população começa pelo que colocamos no prato”.
Um relatório publicado em maio pela Comissão MAHA, presidida por Trump, apontou que o uso excessivo de xarope de milho pode estar relacionado ao aumento da obesidade infantil e a doenças crônicas.
Apesar do simbolismo da troca, especialistas em saúde alertam que não há diferença nutricional relevante entre os dois tipos de açúcar. Ambos são considerados açúcares adicionados e devem ser consumidos com moderação.
A possível substituição também gerou críticas da indústria do milho. O presidente da Corn Refiners Association, John Bode, afirmou que a medida traria consequências econômicas graves. “Substituir o xarope de milho de alta frutose por açúcar de cana não faz sentido. Essa mudança custaria milhares de empregos, reduziria a renda agrícola e aumentaria as importações de açúcar estrangeiro — tudo isso sem nenhum benefício nutricional”, afirmou.
A decisão da Coca-Cola acontece em meio a uma série de medidas do governo Trump relacionadas à alimentação. Recentemente, o presidente autorizou alguns estados a excluir refrigerantes do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), aumentando a pressão sobre grandes fabricantes de bebidas como Coca-Cola e PepsiCo.
