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O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou estar disposto a ir “às últimas consequências para retirar esse psicopata do poder”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista à BBC News em Washington, nesta quarta-feira (13).
Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos ao lado do jornalista Paulo Figueiredo, é visto por autoridades brasileiras como um dos articuladores das sanções aplicadas contra o país. “Há a extensão da Lei Magnitsky para outras pessoas. Há, na mesa do secretário Marco Rubio, a retirada de vistos, entre outros mecanismos de pressão para tentar fazer com que o Brasil saia dessa crise institucional que nós vivemos”, disse o parlamentar, referindo-se à lei já aplicada a Moraes.
O deputado expressou preocupação com o futuro do Brasil. “Estou preocupado [com a possibilidade] de o Brasil consolidar esse regime e viver durante décadas igual a Cuba, igual à Venezuela. Se a gente chegar nesse ponto, o Brasil vai ter saudades de um tarifaço de só 50%. Eu estou preocupado em resgatar a dignidade do Brasil […] eu estou preocupado em ter uma eleição em 2026, com a ampla participação da oposição, com Jair Bolsonaro concorrendo, comigo concorrendo, com várias outras pessoas podendo disputar o pleito […]”, afirmou.
Para ele, a interferência de Moraes na política brasileira é inaceitável. “Eu não posso admitir que a gente vá ter uma eleição em 2026, quando o Alexandre Moraes vai decidir quem podem ser os candidatos. Isto está fora de cogitação.”
Eduardo Bolsonaro também ameaçou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, com possíveis sanções caso não seja analisado o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Se no futuro nada for feito, talvez aí a gente tenha também o Alcolumbre e o Hugo Motta figurando nessa posição. Eu sei que é o seguinte: eles já estão no radar e as autoridades americanas têm uma clara visão do que está acontecendo no Brasil.”
