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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta sexta-feira (5) que irá abater qualquer avião militar da Venezuela que represente uma ameaça às suas forças no Caribe. A declaração foi feita após jatos F-16 venezuelanos sobrevoarem brevemente um navio americano que realizava operações antidrogas na região.
O incidente levou a um alerta do Pentágono e ao envio imediato de dez caças F-35 para Porto Rico, segundo fontes ligadas ao assunto.
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump se pronunciou sobre a possibilidade de novos sobrevoos: “Eles terão problemas. Nós vamos avisá-los. Nós soubemos do que aconteceu, mas não terminou do jeito que eles descreveram”. O presidente afirmou que a decisão de agir caberia ao comando militar caso os aviões venezuelanos voem em uma posição perigosa: “Eu diria que você… você ou seus capitães podem tomar a decisão sobre o que querem fazer”, disse ao general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
Ao ser questionado sobre a distância que os aviões venezuelanos se aproximaram, Trump se recusou a dar detalhes, mas fez um aviso categórico: “Se nos colocarem em uma posição perigosa, eles serão abatidos”.
Autoridades americanas enquadraram o incidente no contexto de uma operação antidrogas, que levou ao envio de um dos maiores contingentes navais das últimas décadas para o Mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela.
Trump afirma que a operação é uma resposta ao aumento do tráfico de drogas da Venezuela para a América do Norte. “Bilhões de dólares em drogas estão entrando em nosso país a partir da Venezuela, as prisões da Venezuela foram abertas para nosso país, seus piores prisioneiros estão vivendo felizes nos Estados Unidos, nós expulsamos muitos deles”, disse Trump.
O presidente defendeu uma política de “mão dura” para conter o tráfico de drogas e a imigração ilegal, citando gangues como a venezuelana Tren de Aragua.
Ele ainda responsabilizou as políticas do governo Joe Biden pela chegada de imigrantes com antecedentes criminais e pela “pior inflação” da história recente do país. Trump também afirmou que seu governo conseguiu controlar o fluxo na fronteira e expulsar “milhares de assassinos”.
Apesar das tensões, Trump negou que o objetivo da operação no Caribe seja derrubar o regime de Nicolás Maduro. “Não estamos falando de uma mudança de regime”, afirmou, e, referindo-se à situação política da Venezuela, disse: “Eles tiveram uma eleição muito estranha, e estou sendo muito gentil”.
Durante a coletiva, Trump também anunciou que o Departamento de Defesa voltará a se chamar Departamento de Guerra. O novo nome, que foi a denominação oficial da instituição de 1789 a 1947, é considerado por Trump “mais apropriado” para a situação atual do mundo.
O presidente justificou a decisão, que assinou por meio de uma ordem executiva, afirmando que, com esse nome, os EUA obtiveram “algumas de suas maiores vitórias militares”. O secretário da pasta, Pete Hegseth, e o general Dan Caine acompanharam o anúncio, prometendo que “o Departamento de Guerra vai lutar de maneira decisiva, não em conflitos intermináveis. Vai lutar para vencer, não para não perder”.
