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Coreia do Norte dispara mísseis em desafio aos EUA e envia recado após queda de Maduro

(KCNA)

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A tensão global atingiu um novo patamar neste domingo (4). Poucas horas após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, a Coreia do Norte respondeu com o lançamento de pelo menos dois mísseis balísticos em direção ao mar entre a Península Coreana e o Japão.

Os disparos interrompem um hiato de dois meses nos testes de Pyongyang e ocorrem em um momento diplomático sensível: o início da visita de Estado do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China, onde se encontrará com Xi Jinping para discutir a paz regional.

“Somos diferentes da Venezuela”

Analistas internacionais interpretam o movimento de Kim Jong-un como uma demonstração de força estratégica. Segundo o professor Lim Eul-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente em Seul, os lançamentos servem para alertar Pequim contra uma aproximação excessiva com o Sul e, principalmente, para marcar uma posição diante de Washington.

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“A Coreia do Norte quer enviar a mensagem de que ‘somos diferentes da Venezuela’. Como uma potência nuclear e militar, eles se dizem prontos para responder com uma dissuasão agressiva”, explica o especialista.

A retórica de Pyongyang foi agressiva ao comentar a queda de Maduro, afirmando que os EUA “violaram violentamente a soberania da Venezuela” e demonstraram uma “natureza desonesta e brutal”. Para Bong Youngshik, da Universidade Yonsei, o timing não é coincidência: “Depois de ver o que está acontecendo na Venezuela, a pessoa que teria mais medo é Kim Jong-un”.


Reações Internacionais

O clima de alerta se espalhou pelas capitais asiáticas:

  • Coreia do Sul: O gabinete presidencial convocou uma reunião de emergência e exigiu o fim de “atos provocativos” que violam as resoluções da ONU.

  • Japão: O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, condenou veementemente os disparos, classificando-os como uma ameaça à paz e segurança da comunidade internacional.

  • Estados Unidos: O Comando do Indo-Pacífico afirmou que monitora a situação de perto, mas garantiu que o evento não representa uma “ameaça imediata” ao pessoal ou território americano no momento.

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