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Pouco menos de 24 horas após o príncipe Andrew ser liberado, depois de ser detido sob suspeita de “má conduta em cargo público” e de supostamente ter compartilhado informações confidenciais com Jeffrey Epstein, a polícia britânica segue registrando suas residências. Nesta sexta-feira (20), agentes realizaram a segunda inspeção consecutiva na Royal Lodge, mansão do príncipe em Berkshire, nos arredores de Londres.
De acordo com informações da BBC, a Thames Valley Police confirmou que os registros em uma propriedade em Norfolk, no leste da Inglaterra, já foram concluídos. No entanto, a investigação continua em Royal Lodge, onde Andrew residiu por duas décadas até ser desalojado por decisão de seu irmão, o rei Carlos III.
Desde cedo, veículos não identificados acessaram a residência para dar continuidade ao trabalho iniciado no dia anterior. Pelo menos dois desses carros eram conduzidos por agentes uniformizados. Segundo a BBC, o processo de catalogar e registrar as provas, numerar os itens e criar um inventário completo poderá durar horas ou até dias.
A investigação policial prosseguiu pelo segundo dia consecutivo na região de Berkshire. Por volta das 6h25 (hora local), alguns veículos da Thames Valley Police deixaram a residência. As autoridades informaram que, após a detenção e posterior liberação de Andrew, os registros em Norfolk foram finalizados, mas as buscas em Berkshire permanecem em andamento.
O arresto, ocorrido na quinta-feira (19), dia em que completava 66 anos, marcou um capítulo histórico para a monarquia britânica moderna. É a primeira vez que um filho de uma rainha — no caso, Isabel II — e irmão de um rei em exercício é detido. Andrew permaneceu cerca de 11 horas na delegacia de Norfolk, onde foi interrogado sobre uma suposta divulgação de documentos sigilosos do governo britânico a Jeffrey Epstein durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011.
Embora a polícia não tenha identificado oficialmente o ex-duque de York em comunicados, ele foi fotografado saindo da delegacia de Aylsham, em Norfolk, reclinado em um veículo, aparentando cansaço. Posteriormente, foi levado à Wood Farm, casa de campo situada na propriedade de Sandringham House, onde atualmente reside.
A investigação apura uma possível “conduta imprópria no exercício de cargo público” por ter fornecido informações sensíveis ao pedófilo americano e também analisa sua suposta participação em um caso de tráfico de pessoas. Apesar de Andrew negar todas as acusações, ele já perdeu todos os títulos oficiais e se encontra distanciado da família real britânica.
