O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Ali Mohammad Naeini, afirmou nesta terça-feira (10) que as Forças Armadas iranianas estão aguardando a presença militar dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. Em tom de advertência, o militar declarou que o país está preparado para reagir à movimentação americana na região.
Em declarações à imprensa estatal, Naeini disse que as forças iranianas acompanham de perto o deslocamento da marinha dos Estados Unidos no Oriente Médio. “As Forças Armadas da República do Irã estão aguardando a frota naval dos Estados Unidos”, afirmou.
Segundo o porta-voz, Teerã também monitora a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN‑78), um dos navios enviados por Washington para reforçar a presença militar na região.
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Naeini também fez uma ameaça direta ao fluxo de petróleo no Golfo. De acordo com ele, caso continuem os ataques envolvendo os Estados Unidos e Israel, o governo iraniano poderá interromper completamente a exportação de petróleo que passa pela região. O militar afirmou que Teerã não permitirá que “um único litro” seja exportado enquanto a ofensiva prosseguir.
A tensão ocorre em meio à escalada do confronto envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, motivada principalmente pelo programa nuclear iraniano. O foco das atenções se voltou para o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico localizado entre o Irã e Omã.
A região é considerada vital para o comércio global de energia, já que cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pela rota. Qualquer ameaça de bloqueio ou confronto militar no local costuma gerar forte impacto nos mercados internacionais.
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Nos últimos dias, a tensão geopolítica elevou a volatilidade no mercado financeiro. O preço do petróleo chegou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, enquanto bolsas americanas registraram quedas significativas diante do risco de interrupção no fornecimento global de energia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado que o Irã poderia enfrentar ataques “com muito mais força” caso tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Trump também afirmou que considera assumir o controle da rota marítima, argumentando que a presença americana no local seria um “presente” para países como a China e outras nações que dependem do petróleo e do gás natural transportados pela região.