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Os seis tripulantes da Força Aérea dos Estados Unidos morreram após a queda de uma aeronave de reabastecimento KC-135 Stratotanker no Iraque, na quinta-feira. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Inicialmente, o comando militar, sediado em Tampa, na Flórida, havia informado que quatro pessoas tinham morrido no acidente, ocorrido em espaço aéreo aliado durante a chamada Operação Epic Fury. Posteriormente, o número de vítimas foi atualizado para seis.
Em comunicado, o CENTCOM afirmou que as circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas, mas destacou que a queda da aeronave não foi causada por fogo inimigo nem por disparos de forças aliadas.
De acordo com os militares, duas aeronaves do mesmo modelo estavam envolvidas na missão. Enquanto uma delas caiu, a segunda conseguiu pousar em segurança.
As identidades dos tripulantes mortos ainda não foram divulgadas. O Exército americano informou que os nomes só serão tornados públicos após um período de 24 horas, necessário para a notificação das famílias.
Na noite de quinta-feira, o grupo chamado Resistência Islâmica no Iraque — uma coalizão de facções armadas apoiadas pelo Irã — afirmou ter derrubado a aeronave. Em comunicado, a organização declarou que o ataque teria sido realizado “em defesa da soberania e do espaço aéreo do país”.
Segundo autoridades americanas, desde o início das operações militares, em 28 de fevereiro, ao menos 13 militares dos Estados Unidos morreram.
Entre as vítimas estão seis integrantes da Reserva do Exército americano que morreram após um ataque com drone lançado pelo Irã contra uma base dos EUA no Kuwait no mesmo dia. Os militares foram identificados como Nicole Amor, Cody Khork, Declan Coady, Robert Marzan, Jeffrey O’Brien e Noah Tietjens.
Outro militar, o sargento Benjamin N. Pennington, da 1ª Brigada Espacial do Exército, morreu após não resistir aos ferimentos sofridos em um ataque retaliatório iraniano contra a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.
A Operação Epic Fury chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Autoridades dos Estados Unidos afirmam que novos ataques contra a República Islâmica do Irã devem ser ainda mais intensos.
Em conversa com líderes mundiais na quarta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que a guerra “está indo bem”. Segundo o site Axios, Trump disse aos líderes do G7 que havia eliminado “um câncer que ameaçava a todos”.
Após a morte do aiatolá Ali Khamenei, seu filho Mojtaba Khamenei foi indicado para assumir o papel de liderança no Irã. No entanto, segundo relatos, ele ainda não apareceu publicamente.
De acordo com o Axios, Trump teria dito a outros líderes que “ninguém sabe quem é o líder agora”, acrescentando que, por isso, “não há ninguém que possa anunciar uma rendição”.
