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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira os países da OTAN por não colaborarem com os esforços americanos para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, chamando-os de “covardes”.
Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou: “Sem os EUA, a OTAN é um tigre de papel! Eles não quiseram se juntar à luta para deter um Irã nuclear. Agora que a luta foi vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam do preço do petróleo, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma manobra militar simples que é a razão dos altos preços do petróleo. TÃO FÁCIL DE FAZER, COM TÃO POUCO RISCO. COVARDES, e vamos lembrar!”
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica que canaliza cerca de 20% do petróleo mundial e se tornou foco de uma crise com repercussões econômicas e políticas globais. Para restabelecer a navegação internacional, os EUA mobilizaram aviões de ataque A-10, helicópteros Apache e unidades de marines, com o objetivo de destruir embarcações iranianas, neutralizar minas navais e mísseis de cruzeiro, além de escoltar navios comerciais pelo estreito e pelo Golfo Pérsico.
A campanha militar americana inclui ataques a lanchas rápidas da Marinha iraniana e do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, além de interceptações de drones explosivos utilizados contra navios civis e infraestrutura energética de países vizinhos. Até o momento, mais de 120 embarcações iranianas foram destruídas ou danificadas, e uma unidade de resposta rápida de marines foi enviada para reforçar a operação e controlar ilhas próximas à costa sul do Irã.
Apesar das ações, o Irã ainda mantém um arsenal considerável. Especialistas alertam para a existência de “centenas de lanchas” escondidas em hangares subterrâneos, além de minas navais e mísseis de cruzeiro montados em caminhões, capazes de atacar embarcações no estreito, que tem apenas 39 quilômetros de largura no ponto mais estreito.
A infraestrutura defensiva iraniana inclui túneis e posições fortificadas em ilhas e na costa, tornando difícil eliminar completamente a ameaça. Analistas afirmam que uma operação totalmente segura poderia levar semanas, sem garantir proteção completa, especialmente considerando precedentes de ataques de milícias alinhadas ao Irã, como os hutis no Iêmen, que já usaram mísseis, drones e embarcações não tripuladas para dificultar operações militares prolongadas.
