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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) a prorrogação do prazo dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo. A nova data limite foi estendida até 6 de abril.
A decisão foi divulgada nas redes sociais do presidente e, segundo ele, atende a um pedido formal do governo iraniano. Trump afirmou que as negociações seguem em andamento e indicou otimismo com o avanço do diálogo. “As conversas continuam e […] vão muito bem”, declarou.
Inicialmente, o governo norte-americano havia estabelecido um prazo mais curto, com ameaça de ataques à infraestrutura energética iraniana caso o estreito não fosse reaberto. O local é estratégico para o comércio global, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
A Casa Branca avalia que houve sinais de flexibilização por parte do Irã, após a liberação da passagem de petroleiros pelo estreito. Segundo Trump, a extensão do prazo dependerá do andamento das negociações conduzidas por sua equipe.
Entre os interlocutores envolvidos estão o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. De acordo com autoridades americanas, foi apresentada uma proposta com 15 pontos para tentar encerrar o conflito, com mediação do Paquistão.
O chanceler paquistanês, Ishaq Dar, confirmou a existência de conversas indiretas entre Washington e Teerã. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchí, afirmou que a postura dos EUA é contraditória, ao combinar ameaças militares com propostas de diálogo.
O cenário ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio. Desde o fim de fevereiro, o Irã tem sido alvo de ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, com centenas de mortos, incluindo autoridades de alto escalão.
No campo militar, o Pentágono estuda possíveis ações adicionais, enquanto mantém a estratégia de pressão combinada com negociação diplomática.
Ataques recentes também foram registrados em diversas cidades iranianas, como Isfahan, Shiraz e Mashhad. Além disso, a violência se espalhou pela região do Golfo, com episódios envolvendo mísseis e drones próximos a países como Arábia Saudita e Kuwait.
A crise tem impacto direto no mercado internacional de energia. A instabilidade em torno do Estreito de Ormuz provocou oscilações no preço do petróleo, refletindo a incerteza sobre uma possível escalada militar ou avanço nas negociações.
Apesar da pressão internacional, autoridades iranianas seguem rejeitando a proposta americana, exigindo garantias mais amplas e criticando o que classificam como inconsistência na postura de Washington.
O desfecho das negociações nas próximas semanas será determinante para definir se a crise caminhará para um acordo diplomático ou para um novo agravamento militar na região.
