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EUA avaliam classificar PCC e CV como terroristas após pressão de Flávio e Eduardo Bolsonaro, diz NYT

Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Os Estados Unidos avaliam classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, em meio a pressões políticas e tensões diplomáticas com o Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times e repercute nos bastidores de Brasília e Washington.

De acordo com a reportagem, integrantes do governo do presidente Donald Trump analisam incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida ainda não foi oficializada, mas os grupos são considerados pelas autoridades americanas como “ameaças significativas à segurança regional”, devido ao envolvimento com tráfico de drogas, violência e atuação transnacional.

A discussão ganhou força após articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o jornal, seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, têm atuado junto a autoridades americanas para defender a classificação das facções como terroristas. A movimentação ocorre em um contexto político que também envolve o cenário eleitoral brasileiro.

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Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que o tema passou a ser discutido internamente no Departamento de Estado dos EUA nas últimas semanas. Ainda assim, não há decisão final anunciada pela Casa Branca.

A possível medida tem gerado preocupação no governo brasileiro. O Itamaraty considera que PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito, sem motivação ideológica — o que, na avaliação oficial, descaracterizaria o enquadramento como terrorismo. Além disso, há receio de impactos na soberania nacional e nas relações diplomáticas entre os países.

Caso a classificação seja confirmada, as facções poderiam sofrer sanções severas, como bloqueio de ativos, restrições financeiras e punições a indivíduos ou empresas que mantenham vínculos com os grupos. Especialistas também alertam que a designação pode ampliar o alcance de ações internacionais de combate ao crime, inclusive com implicações geopolíticas mais amplas.

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A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do governo Donald Trump de endurecimento no combate ao crime organizado na América Latina, incluindo a classificação de cartéis como organizações terroristas.

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