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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que é “provável” que Washington retome em breve as negociações diretas com o Irã, em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. Segundo ele, Islamabad pode voltar a sediar a próxima rodada de conversas.
Em entrevista ao New York Post, Trump chegou a recomendar que jornalistas permaneçam na capital paquistanesa, indicando que novos desdobramentos podem ocorrer rapidamente. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias”, disse.
O presidente destacou o papel do chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, como peça-chave nas negociações. “O marechal está fazendo um trabalho excelente. É fantástico, e por isso é mais provável que voltemos lá”, afirmou, citando a atuação de Munir como mediador em conflitos anteriores na região.
Trump também descartou a possibilidade de realizar as negociações em países sem ligação direta com o tema, como a Turquia, e mencionou a Europa como alternativa, embora menos provável.
Apesar da expectativa de retomada, o presidente demonstrou insatisfação com o ritmo das conversas. “As coisas estão acontecendo, mas um pouco devagar”, admitiu. Ele também criticou a possibilidade de um acordo que permita ao Irã manter o enriquecimento de urânio por um período limitado. “Eu disse que eles não podem ter armas nucleares, então não gosto dessa ideia de 20 anos”, declarou.
Trump reforçou ainda que não pretende permitir que o Irã interprete eventuais concessões como uma vitória. “Não quero que eles sintam que venceram”, afirmou.
Segundo o jornal, o presidente não informou quem lideraria a delegação americana em uma nova rodada de negociações, mas deixou claro que não participaria diretamente. Ele reiterou que o principal ponto de conflito segue sendo o programa nuclear iraniano e destacou que qualquer acordo deve impedir definitivamente que o país desenvolva armas atômicas.
A falta de avanços nas primeiras conversas tem gerado preocupação sobre o futuro das negociações. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a responsabilidade por um próximo passo agora está com Teerã, que teria retornado ao país para consultar sua liderança sobre os termos propostos por Washington.
Nos bastidores, especialistas apontam que o Irã demonstra alguma abertura para discutir o tema nuclear, mas ressaltam que qualquer acordo precisará ser apresentado internamente como uma conquista, e não como uma rendição.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também avaliou que há grandes chances de retomada das negociações em breve. Ele elogiou o papel do Paquistão nos esforços diplomáticos e reforçou a necessidade de avanço no diálogo após o impasse inicial.
(Com informações de EFE e AFP)
