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O rei Charles III e a rainha Camila desembarcaram nos Estados Unidos nesta segunda-feira (27) para uma visita oficial de quatro dias. O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump os receberam na Casa Branca.
A chegada ocorre em meio a um forte esquema de segurança, após o tiroteio no jantar dos correspondentes da Casa Branca no sábado (25), quando Trump estava no local.
A recepção
Os reis foram recebidos pelo casal Trump na tarde de segunda-feira. Melania usava um terno de lã creme. A primeira-dama cumprimentou a rainha Camila com beijos no rosto.
Trump cumprimentou o rei Charles com um aperto de mãos. Depois, os dois casais tomaram chá na sala Green Room, uma das áreas de recepção da Casa Branca.
O presidente convidou o rei para ficar ao lado de Melania para fotos. Enquanto os fotógrafos registravam o momento, Trump apontou alguns pontos turísticos, incluindo, segundo a reportagem, uma árvore plantada pela rainha Elizabeth II, mãe de Charles, quando ela visitou os EUA em 1991.
Protocolo e segurança
A visita acontece exatos 250 anos depois de o rei George III, antepassado de Charles, perder as colônias americanas. O encontro, no entanto, ocorre sob forte tensão.
O Palácio de Buckingham divulgou uma nota dizendo que o rei está “grandemente aliviado ao saber que o presidente, a primeira-dama e todos os convidados estão ilesos” após o ataque de sábado.
Os reis desembarcaram na Base Aérica de Joint Base Andrews, nos arredores de Washington, e foram recebidos pela chefe de protocolo dos EUA, Monica Crowley. Em seguida, foram para a Blair House, a residência de hóspedes ao lado da Casa Branca, onde ficarão hospedados.
Tensão diplomática por baixo dos tapetes
Apesar das aparências cordiais, há uma tensão diplomática nos bastidores. Trump tem criticado duramente o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por ele se recusar a apoiar operações militares dos EUA no Irã.
O presidente chamou o líder britânico de “não Winston Churchill” – uma referência ao icônico ex-primeiro-ministro que cunhou o termo “relação especial” entre os dois países.
Trump também ampliou suas críticas a outros aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), chamando-os de “covardes” e “inúteis” por evitarem se envolver no conflito com o Irã.
No entanto, o presidente faz questão de separar as críticas ao governo britânico da recepção ao rei. Em entrevista à BBC, Trump disse:
“Ele é fantástico. É um homem fantástico. Absolutamente, sim [a visita pode ajudar a consertar a relação].”
O presidente também afirmou que o monarca “não tem nada a ver com isso”, referindo-se às disputas da Otan.
A programação da visita
O casal real tem uma agenda cheia nos próximos dias:
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Chá privado na Casa Branca
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Visita às colmeias da Casa Branca (o local produz mel que é servido em eventos oficiais)
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Reunião privada entre o presidente e o rei
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Festa no jardim (garden party)
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Jantar de gala na Casa Branca
Discurso histórico no Congresso
Na terça-feira (28), o rei Charles fará um discurso para uma sessão conjunta do Congresso americano. Ele será apenas o segundo monarca britânico a fazer isso. Sua mãe, a rainha Elizabeth II, discursou no Congresso em 1991.
O que diz o primeiro-ministro britânico
O primeiro-ministro Keir Starmer defendeu a visita real como uma ferramenta diplomática importante. Ele disse que “a monarquia, por meio dos laços que constrói, é frequentemente capaz de atravessar décadas” para fortalecer alianças internacionais cruciais.
Esta é a 19ª vez que Charles visita os Estados Unidos, mas é sua primeira visita oficial como monarca desde que assumiu o trono em 2022.
