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Coreia do Norte exige que soldados se matem antes de serem capturados pela Ucrânia, diz Kim Jong-un

(KCNA)

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O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu publicamente que seus soldados que combatem ao lado da Rússia na Ucrânia receberam ordens para se matar antes de serem capturados pelas forças ucranianas.

O discurso foi feito no sábado (26) em Pyongyang, durante a inauguração de um museu em homenagem aos soldados norte-coreanos mortos em combate. A fala foi publicada pela agência estatal KCNA.

Entre o público estavam o ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, e o presidente da Duma (câmara baixa do parlamento russo), Viacheslav Volodin. O presidente Vladimir Putin não compareceu, mas enviou uma carta de “profundo agradecimento”.


O que disse Kim Jong-un

Kim afirmou que não são heróis apenas os que morreram na linha de frente. Ele foi além:

“Não só são heróis aqueles que, sem hesitar, escolheram o caminho da imolação e do suicídio para defender o grande honr, mas também aqueles que caíram enquanto carregavam na frente das batalhas de assalto.”

A fala revela a doutrina militar norte-coreana: a captura equivale a uma desonra inaceitável. A morte em combate ou pelas próprias mãos é apresentada como um ato de fidelidade ao Estado.

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As baixas norte-coreanas

O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul estima que cerca de 6.000 soldados norte-coreanos morreram ou ficaram feridos nos combates na região de Kursk, no sudoeste da Rússia.

Pyongyang enviou entre 14.000 e 15.000 soldados para lutar ao lado das forças russas. A Ucrânia havia lançado uma ofensiva surpresa na região em agosto de 2024, chegando a controlar cerca de 1.000 quilômetros quadrados. As tropas ucranianas acabaram expulsas do território.

Kim descreveu a participação norte-coreana como:

“Uma nova história de amizade com a Rússia escrita com sangue.”


Suicídio com granadas

Informações de inteligência e relatos de desertores já indicavam que soldados norte-coreanos estavam usando granadas e outros explosivos para se matar em vez de serem capturados.

O discurso de Kim confirmou a prática e a elevou à categoria de doutrina de Estado. A ideia é que a vida do soldado vale menos do que os segredos que ele poderia revelar se fosse preso.

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Kim também elogiou os sobreviventes que voltaram com “o corpo mutilado”, chamando-os de “guerreiros leais ao partido e patriotas”.


A aliança militar entre Rússia e Coreia do Norte

O envio de tropas faz parte do Tratado de Associação Estratégica Integral, assinado por Kim e Putin em 2024, que inclui uma cláusula de defesa mútua.

Em troca dos soldados e de dezenas de milhares de contêineres de munição, a Coreia do Norte recebeu ajuda econômica e tecnologia militar da Rússia, segundo avaliações da inteligência sul-coreana.

Kim e Belousov também discutiram os termos de um novo acordo de cooperação militar para o período 2027-2031, o que indica que a aliança entre os dois países não deve acabar com o fim da guerra na Ucrânia.

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