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A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) informou neste sábado (2) que está “trabalhando” com os Estados Unidos para analisar e “entender os detalhes” do anúncio do Pentágono de retirar 5.000 soldados americanos de suas bases na Alemanha.
A porta-voz da aliança militar, Allison Hart, afirmou em publicação nas redes sociais:
“Estamos trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre a presença militar na Alemanha. Este ajuste destaca a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma maior parte da responsabilidade por nossa segurança comum.”
Retirada gradual
O Pentágono informou na sexta-feira (1º) que a retirada dos cerca de 5.000 soldados ocorrerá de forma gradual, em um prazo de seis a doze meses. A decisão afeta um dos maiores contingentes americanos na Europa.
A medida ocorre após críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a suposta falta de uma estratégia de saída de Washington no conflito com o Irã. Merz também afirmou que o regime de Teerã estaria “humilhando” os Estados Unidos.
Reação da Alemanha
O ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, respondeu que a retirada de tropas americanas da Alemanha e da Europa já era previsível:
“Nós, europeus, devemos assumir uma maior responsabilidade por nossa própria segurança.”
Pressão de Trump sobre aliados
Trump há anos denuncia que os Estados Unidos estão sendo “vítimas de uma estafa” por parte dos aliados europeus, que mantêm suas contribuições para a defesa no mínimo enquanto os americanos arcam com a maior parte dos custos.
A porta-voz da OTAN destacou os “progressos” feitos até agora, incluindo o compromisso dos aliados de investir 5% do PIB em defesa, conforme acordado na cúpula da OTAN realizada em Haia no ano passado.OTAN destaca necessidade de Europa assumir mais responsabilidade por segurança
