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O Irã atacou um navio cargueiro no Estreito de Ormuz neste domingo (3). Todos os tripulantes estão seguros, e nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo ataque.
A embarcação seguia para o norte, em direção ao Golfo Pérsico – não tentava sair da região.
O ataque de domingo é o primeiro desde 22 de abril. No total, já houve pelo menos duas dúzias de ataques na região desde o início da guerra.
Ameaças iranianas
O Irã já havia advertido que qualquer navio que tentasse navegar pelo estreito seria atacado, a menos que pagasse um pedágio e provasse não ter ligação com os EUA ou Israel.
Teerã praticamente fechou o estreito, que antes era usado para transportar 20% do petróleo mundial, com ataques repetidos e ameaças a navios cargueiros e petroleiros.
O controle do estreito
O vice-presidente do parlamento iraniano afirmou neste domingo:
“Teerã não recuará de sua posição sobre o Estreito de Ormuz, e ele não voltará às condições anteriores à guerra.”
Apesar de os EUA e Israel terem afundado parte da marinha iraniana, a Guarda Revolucionária mantém uma frota de pequenas patrulhas ao longo do estreito.
A resposta dos EUA
O presidente Trump ordenou no mês passado que os EUA “atirem e matem” qualquer barco pequeno que represente ameaça ao tráfego marítimo.
Trump mantém um bloqueio naval nos portos iranianos para exercer pressão econômica sobre o país. Recentemente, ele advertiu que os EUA poderiam retomar os ataques aéreos contra o Irã se um acordo de paz não fosse alcançado.
