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As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos (EAU) foram ativadas novamente nesta terça-feira (5) para interceptar mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados do Irã. É o segundo dia consecutivo de ataques, apesar da trégua em vigor entre Washington e Teerã.
O Ministério da Defesa dos Emirados informou que os sistemas de defesa operaram em várias regiões do país ao longo do dia. Os sons ouvidos por moradores correspondem às intercepções em curso. As autoridades afirmaram que não há registro de vítimas ou danos materiais de consideração.
Primeiro ataque foi na segunda-feira
Na véspera, segunda-feira (4), os Emirados informaram ter interceptado 15 mísseis e quatro drones. O ataque deixou três feridos de “gravidade moderada” e obrigou a emissão de uma alerta para a população buscar refúgio.
Os Emirados também denunciaram um ataque com drones contra um navio vinculado à petrolífera estatal ADNOC que navegava pelo Estreito de Ormuz.
Irã não assumiu responsabilidade
O Irã não reconheceu oficialmente sua responsabilidade pelos ataques contra território emiratense. Uma fonte militar citada pela televisão estatal iraniana afirmou que Teerã não tinha “planos prévios” para lançar ações contra o país.
Números do conflito
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, os Emirados afirmam ter interceptado:
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549 mísseis balísticos
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29 mísseis de cruzeiro
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2.260 drones
O saldo acumulado é de pelo menos 227 feridos (de múltiplas nacionalidades) e 13 mortos.
O que dizem os Emirados
O governo dos Emirados Árabes Unidos advertiu que se reserva o “pleno e legítimo direito a responder” aos ataques.
Contexto
A nova escalada coincide com o deslocamento militar dos EUA na região, sob o “Projeto Liberdade”, projetado para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A persistência dos ataques apesar da trégua reforça as dúvidas sobre a viabilidade do acordo e alimenta o temor de uma reanudação aberta das hostilidades.
