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A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar nesta quinta-feira (7) após um intercâmbio de ataques no Estreito de Ormuz, um dos corredores marítimos mais sensíveis do planeta. Apesar da gravidade do episódio, ambos os países evitaram declarar o colapso definitivo da trégua e buscaram conter uma escalada maior.
O que aconteceu
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) relatou que forças iranianas lançaram “múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações” contra três destróieres americanos que atravessavam o Estreito de Ormuz. Nenhum dos navios foi atingido; as ameaças foram neutralizadas antes do impacto.
Em resposta, Washington confirmou ataques contra infraestrutura militar iraniana ligada à operação.
O CENTCOM afirmou em comunicado: “Não busca uma escalada, mas permanece preparado e posicionado para proteger as forças americanas.”
A versão do Irã
O regime iraniano acusou os EUA de violar o acordo de cessar-fogo mediante ataques contra um petroleiro e outra embarcação perto de Ormuz. Segundo Teerã, as forças iranianas responderam imediatamente com ataques contra navios militares americanos na região.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que a situação interna permanece “sob controle” e que o país definirá sua posição final sobre as negociações após consultas internas.
O que disse Trump
O presidente Donald Trump, em publicação na Truth Social, descreveu o confronto como uma vitória militar americana e disse que as forças iranianas sofreram “grandes perdas”. Segundo ele, as embarcações iranianas foram “completamente destruídas” e os mísseis e drones foram derrubados “facilmente”.
Mais tarde, no entanto, Trump buscou baixar o tom. Em conversa telefônica com a ABC News, ele chamou o ocorrido de “um golpecito de amor” e negou que a trégua tenha colapsado. “Não, não, o alto o fogo continua. Está vigente.”
O que está em jogo
Desde o início do conflito aberto entre Irã e EUA no final de fevereiro, o Estreito de Ormuz sofreu severas restrições operacionais. Segundo dados da Organização Marítima Internacional, cerca de 1.500 navios e 20.000 tripulantes permanecem presos na região devido à crise. O estreito concentra parte vital do transporte global de petróleo e gás.
Mediadores e conflitos paralelos
O Paquistão atua como mediador entre as partes. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que espera que o atual cessar-fogo “possa se tornar uma trégua duradoura”.
Em paralelo, Israel e Líbano retomarão conversas indiretas na próxima semana, em meio à tensão com o Hezbollah após um ataque israelense no sul de Beirute que matou um comandante do grupo.
