Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
A Rússia testou o míssil balístico intercontinental Sarmat, o mais poderoso de seu arsenal nuclear, em um ensaio que o presidente Vladimir Putin classificou como bem-sucedido. O lançamento ocorre após a expiração do acordo New START (Novo START) com os Estados Unidos em fevereiro, o último tratado de controle de armas entre as duas potências.
🧹Aspirador vertical Philco por R$ 120: Confira as melhores ofertas do Mercado Livre hoje
Putin anunciou que o míssil entrará em serviço de combate antes do final do ano.
O míssil Sarmat (“Satã II”)
O Sarmat é o primeiro míssil balístico intercontinental de fabricação russa pós-soviética classificado como “superpesado”. Foi desenvolvido para substituir cerca de 40 mísseis Voyevoda da era soviética.
Segundo Putin, a potência combinada de suas ogivas de alvos independentes supera em mais de quatro vezes a de qualquer contrapartida ocidental. O míssil é capaz de voo suborbital, com alcance de mais de 35.000 quilômetros, o que lhe permite penetrar qualquer sistema de defesa antimísseis.
Antes desta prova, o sistema registrava apenas um ensaio bem-sucedido anterior e, segundo relatos, sofreu uma explosão durante uma prova fracassada em 2024.
Fim do acordo New START
O tratado New START, assinado em 2010, expirou em fevereiro. Com isso, as duas maiores potências nucleares do mundo ficaram sem restrições sobre seus arsenais pela primeira vez em mais de meio século.
O Kremlin notificou os Estados Unidos do lançamento, segundo a agência estatal TASS. Moscou e Washington concordaram em restabelecer o diálogo militar de alto nível após o vencimento do acordo, mas não há sinais de que vão renová-lo ou prorrogá-lo.
O que dizem os especialistas
Pavel Podvig, pesquisador do Instituto da ONU para Pesquisa sobre o Desarmamento, afirmou que o deslocamento do Sarmat este ano é realista, mas alertou que não representará “uma mudança significativa no potencial dissuasório das forças estratégicas russas”.
Pressão por novo tratado
O presidente Donald Trump tem pressionado para negociar um novo tratado que inclua a China, cujo arsenal cresce, embora continue sendo consideravelmente menor que o da Rússia ou dos EUA. Pequim rejeitou publicamente essa pressão.
Outras armas russas em desenvolvimento
Putin informou que a Rússia está nas “etapas finais” do desenvolvimento de:
-
Poseidon: drone submarino nuclear, projetado para detonar perto de costas inimigas e gerar um tsunami radioativo
-
Burevestnik: míssil de cruzeiro propulsionado por reatores atômicos em miniatura, com alcance virtualmente ilimitado (pode sobrevoar defesas aéreas durante dias)
-
Avangard: veículo de planeo hipersônico, capaz de voar 27 vezes mais rápido que o som (já em serviço ativo)
-
Oreshnik: míssil balístico de alcance intermediário, com alcance de até 5.000 km (atinge qualquer objetivo na Europa)
