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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (11) a Pequim para uma cúpula com o líder chinês Xi Jinping, em meio a tensões comerciais, à guerra envolvendo o Irã e disputas sobre Taiwan.
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Antes da viagem, partindo de Washington, Trump afirmou que terá uma “longa conversa” com Xi e disse que pretende pressionar a China a abrir seu mercado para empresas norte-americanas.
Esta é a primeira visita de um presidente dos Estados Unidos à China desde 2017, quando o próprio Trump esteve em Pequim durante seu primeiro mandato. A agenda inclui reuniões ao longo de dois dias, além de cerimônias oficiais organizadas pelo governo chinês.
Tensões com o Irã
Antes de deixar a Casa Branca, Trump comentou o conflito com o Irã, aliado estratégico de Pequim. Ele afirmou inicialmente que o tema seria discutido, mas depois minimizou a questão.
“Temos muitas coisas para discutir. E não diria que o Irã seja uma delas”, declarou.
O presidente também afirmou que os Estados Unidos não precisam de ajuda da China no conflito. Segundo ele, Xi Jinping teria sido “relativamente bom” em relação ao tema iraniano.
A guerra envolvendo Irã e Israel, iniciada em fevereiro, alterou a agenda diplomática de Washington e chegou a adiar a viagem presidencial. O conflito também agravou tensões no mercado global de energia após restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
Mediação chinesa
No cenário internacional, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu ao Paquistão que intensifique esforços de mediação entre Washington e Teerã. Ele também destacou a necessidade de cooperação para lidar com os impactos do bloqueio no Estreito de Ormuz.
Comércio e tecnologia
Trump e Xi devem tratar também de temas econômicos e tecnológicos, como:
- Tarifas comerciais e comércio bilateral
- Controle chinês sobre exportação de terras raras
- Competição em inteligência artificial
- Continuidade de acordos tarifários recentes
Segundo a imprensa estatal chinesa, uma nova rodada de negociações comerciais entre os dois países já está em andamento na Coreia do Sul.
Delegação empresarial
Trump viajou acompanhado de executivos de grandes empresas dos Estados Unidos, incluindo Elon Musk, Tim Cook e representantes da Boeing. Também há registros da presença de Jensen Huang durante a viagem.
Declarações e expectativas
Nas redes sociais, Trump afirmou que pedirá a Xi que “abra” a China para empresas americanas e elogiou o líder chinês como um “líder de extraordinária distinção”.
Outro ponto central da reunião será Taiwan. Trump disse que pretende discutir a venda de armas dos EUA para a ilha, que é considerada pela China parte de seu território.
Pequim defende a “reunificação” com Taiwan, enquanto os Estados Unidos mantêm apoio militar e político à ilha.
Contexto econômico
A cúpula ocorre em um momento de desafios para as duas maiores economias do mundo: nos Estados Unidos, há pressão inflacionária e queda de popularidade do governo; na China, o governo enfrenta desaceleração do consumo interno e crise no setor imobiliário.
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