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O chanceler iraniano afirmou, em entrevista concedida à emissora Al Mayadeen e reproduzida pela agência Tasnim, que as “comunicações com os estadunidenses não foram interrompidas”. No entanto, Araghchi foi enfático ao dizer que esses contatos não produziram resultados práticos até o momento e que “não foi alcançado nenhum progresso tangível no processo de negociação”.
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Condições para retomada das negociações
Segundo o chanceler, qualquer retorno a uma mesa de negociações formais depende do cumprimento de uma série de exigências que Teerã considera indispensáveis. “Voltar à mesa de negociações está condicionado a garantir os direitos do povo iraniano, pôr fim à guerra no Líbano e deter as tensões na região” , declarou Araghchi.
As declarações do chanceler ocorrem em meio a versões contraditórias sobre o real estado dos contatos entre Washington e Teerã. Enquanto autoridades dos EUA insistem que as trocas de mensagens continuam, o Irã condiciona qualquer avanço à cessação das operações militares apoiadas pelos EUA e por Israel em diferentes fronts na região.
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Ameaças e novos confrontos militares
As falas de Araghchi coincidiram com uma nova escalada de tensão. Horas antes, o próprio chanceler publicou uma mensagem na rede social X (antigo Twitter), justificando as ações das forças armadas iranianas como sendo de caráter defensivo. “Nossas Forças Armadas estão realizando ataques de autodefesa contra locais que os Estados Unidos têm permissão para utilizar para atacar o transporte marítivo civil e violar o cessar-fogo” , escreveu.
Araghchi também fez uma advertência direta a Washington. “Qualquer ato hostil receberá uma resposta imediata e decisiva” , afirmou. No mesmo texto, ele sustentou que as campanhas de pressão aplicadas por meio de sanções durante anos não conseguiram alterar a posição de Teerã. “O que as sanções e a guerra não conseguiram obter não será obtido com mais guerra” , acrescentou.
As declarações foram feitas depois que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou ter realizado operações militares contra instalações iranianas e anunciado a interceptação de mísseis e drones lançados a partir de território iraniano.
Mais ameaças do regime
As ameaças foram reforçadas por Mohamad Baqer Qalibaf, um dos principais representantes iranianos nas negociações. De acordo com declarações reproduzidas pela agência ISNA, Qalibaf garantiu que o Irã responderá a qualquer ação militar. “Hoje, a nação iraniana, em sua luta contra os Estados Unidos e o regime sionista, demonstrou que a era das ameaças sem custo contra o Irã chegou ao fim” , afirmou. O funcionário acrescentou que “qualquer agressão receberá uma resposta decisiva, contundente e proporcionada” .
Acusações sobre ataque no Kuwait
O cenário de tensão também foi marcado por novas acusações cruzadas sobre danos registrados no aeroporto internacional do Kuwait. O CENTCOM rejeitou a versão apresentada por fontes iranianas. As forças estadunidenses sustentam que o impacto foi consequência de um ataque iraniano e não da queda de um interceptor americano, como haviam sugerido autoridades iranianas.
“O Irã atacou o aeroporto civil com drones em um ataque deliberado, calculado e injustificado” , afirmou o comando militar dos EUA.
(Com informações da EFE e da AFP)
