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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse que a “retórica da fraude” vem de políticos “que almejam sequestrar o poder”. A declaração do futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi dada nesta quinta-feira (22) durante evento organizado pela organização Transparência Eleitoral
A fala foi dada por Fachin no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem acusando o ministro da Defesa, general Braga Netto, de supostamente ter condicionado ao presidente da Câmara, Arthur Lira, as eleições de 2022 ao voto impresso auditável.
Fachin disse ainda que as acusações de fraude são “categoricamente vazias e sem respaldo na realidade”, não passando de “teorias da conspiração” que partem de “populistas” que buscam estabelecer “um regime de inverdade consensual, um acordo sobre a mentira”.
Essas práticas, continuou o ministro, são “um pré-fascismo” desejado por pessoas que “buscam naturalizar um eventual descarte da consulta popular”. E complementou: “O que, na prática, significa instaurar um regime de exceção”.
O ministro também disse que, além do sistema eleitoral, os “sermões populistas que embalam ameaças verbais à democracia” vitimam a imprensa, os juízes, os cientistas e as organizações internacionais e sociais sem fins lucrativos. “Daí o populista sempre diz que quer drenar o pântano, olvidando-se, não raro de que ele mesmo é pantanoso […] Os populistas têm predileção para assacar acusações contra os integrantes das cortes constitucionais, que no seu papel contramajoritário são constantemente delatados como inimigos do povo”.
Sobre os cientistas, Fachin disse que “são reputados pelos populistas como tecnocratas a serviço de corporações”.
Em relação às organizações sociais e internacionais, Fachin afirmou que essas instituições são “sempre assacadas pelo populista nas imputações de estarem a serviço de um suposto país inimigo”.