Política

Barroso diz que invasão hacker de 2018 ‘não representou qualquer risco ao resultado das eleições’

Foto: Ailton de Freitas/ Agência O Globo

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Em nota divulgada pouco depois da entrevista à Jovem Pan em que Bolsonaro apresentou evidências de que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi invadido por um hacker durante as eleições de 2018, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, rebateu as declarações do presidente da República e negou qualquer interferência externa no pleito.

Segundo o TSE, “o episódio de 2018 foi divulgado à época em veículos de comunicação diversos” e, “embora objeto de inquérito sigiloso, não se trata de informação nova”.

“O acesso indevido, objeto de investigação, não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018”, diz o tribunal. “Isso porque o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação. Nada de anormal ocorreu”.

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Na nota, Barroso afirma ainda que “encaminhou à Polícia Federal as informações necessárias à apuração dos fatos e prestou as informações disponíveis” e que “a investigação corre de forma sigilosa e nunca se comunicou ao TSE qualquer elemento indicativo de fraude”.

O texto volta a insistir na tese de que as urnas eletrônicas são seguras e invioláveis porque não estão conectadas à internet.

“Por não serem conectadas à internet, não são passíveis de acesso remoto, o que impede qualquer tipo de interferência externa no processo de votação e de apuração. Por essa razão, é possível afirmar, com margem de certeza, que a invasão investigada não teve qualquer impacto sobre o resultado das eleições”, diz o comunicado.

O caso ganhou o noticiário durante uma entrevista de Bolsonaro ao programa ‘Os Pingos nos Is’ da Jovem Pan, na noite de ontem (04). Ele estava ao lado do deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da PEC do voto auditável na comissão que analisa o tema.

Ao lado de Bolsonaro, Barros explicou, amparado em inquérito aberto pela PF, como as urnas eletrônicas de primeira geração, utilizadas nas eleições brasileiras desde 1996, podem ser fraudadas.

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