Política

Léo Pinheiro volta atrás em acusações que fez contra Lula em delação

Foto: Divulgação

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O ex-presidente da construtora OAS e uma das figuras centrais da Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro, escreveu uma carta em que nega acusações feitas por ele contra o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Firmada em 2019, a delação de Léo Pinheiro apontou que Lula atuou pessoalmente para que o Brasil conquistasse um espaço maior no Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) e beneficiasse a empreiteira.

Agora, o empresário mudou a versão. Na carta, escrita a mão em maio e anexada ao processo em junho, Pinheiro afirma desconhecer o pagamento de propina a autoridades investigadas no caso e que não sabe se houve intercessão de Lula.

A carta foi usada pela defesa do ex-presidente petista para solicitar o arquivamento da acusação de corrupção e tráfico de influência internacional.

“Não tenho conhecimento, nem autorizei nenhum pagamento ou oferta de vantagens indevidas ou me foi solicitado ou exigida pelas pessoas (autoridades) citadas no questionamento (a)… Não houve nenhuma menção direta ou indireta sobre vantagens indevida…”, destaca Léo Pinheiro em trechos do manuscrito.

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Na delação, o empresário citava uma viagem à Costa Rica, em que teria pedido a Lula que realizasse uma audiência com Nick Rischbieth, presidente do BCIE.

Dois anos depois a história mudou de rumo. “A empresa OAS não obteve nenhuma vantagem, pois inclusive não foi beneficiada por empréstimos do BCIE”, concluiu.

A delação afirmava, segundo Pinheiro, que Lula agiria para aumentar a participação do Brasil na estrutura societária da instituição financeira, “bem como credenciar a OAS a realizar parceria com tal banco”.

À época, empreiteiro detalhou o encontro, que teria ocorrido na suíte onde Lula estava hospedado e que contou com a presença dele de outro executivo da OAS, o diretor Augusto Uzeda. Em depoimento às autoridades, Uzeda negou a realização dessa reunião.

CONFIRA A CARTA:

Foto: Reprodução

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