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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), não comparecerá à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para a próxima terça-feira (14), no Senado Federal. O depoimento foi cancelado após a apresentação de um atestado médico que aponta diagnóstico de lombalgia aguda, com dores intensas na região lombar.
De acordo com a assessoria, Castro recebeu orientação médica para suspender viagens e atividades presenciais. O Senado informou que a CPI recebeu a documentação enviada pela defesa do ex-governador, incluindo a procuração do advogado e o atestado de saúde.
A convocação de Cláudio Castro havia sido aprovada em 31 de março pela CPI do Crime Organizado, que o considerou peça importante para esclarecer o cenário da segurança pública no Rio de Janeiro, apontado no requerimento como um dos mais complexos do país em relação à atuação do crime organizado.
O relator da comissão, Alessandro Vieira (MDB-SE), havia destacado que o ex-governador poderia contribuir com informações sobre a estrutura da segurança pública estadual e possíveis conexões do poder público com redes criminosas.
Este não foi o primeiro adiamento do depoimento. Inicialmente, Castro deveria ter sido ouvido no começo da semana, mas solicitou a remarcação. Após a nova confirmação de data, a oitiva acabou sendo novamente suspensa por motivos médicos.
Vale lembrar que o ex-governador foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico, decisão que ainda repercute no cenário político fluminense.
Com o encerramento dos trabalhos da CPI previsto para os próximos dias e sem possibilidade de prorrogação, a comissão entra em sua fase final. O foco agora se volta para a leitura e votação do relatório final elaborado por Alessandro Vieira, que busca mapear as estruturas financeiras que sustentam organizações criminosas no país.
