Política

Delação de Vorcaro poupa Lula e clã Bolsonaro, mas mira ex-presidenciável inelegível

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A proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não deve citar nenhum dos atuais pré-candidatos à Presidência da República. Segundo apuração da CNN Brasil, o material entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) deixa de fora nomes como:

  • Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

  • Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

  • Governador Romeu Zema (Novo)

  • Ex-governador Ronaldo Caiado (PSD)

  • Aldo Rebelo (DC)

O que chama a atenção

A ausência simultânea dos principais nomes hoje posicionados na corrida presidencial tornou-se um dos pontos que mais chamaram atenção entre investigadores e interlocutores envolvidos nas negociações da colaboração premiada.

Quem pode ser citado

Embora os atuais presidenciáveis não apareçam nos anexos, a delação deve mencionar um ex-candidato à Presidência que atualmente está inelegível. Segundo as informações divulgadas, o político citado não está preso.

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Nos bastidores, investigadores avaliam que a colaboração de Vorcaro busca ampliar o foco sobre relações políticas e institucionais ligadas ao Banco Master e ao BRB. A expectativa é de que parte relevante dos anexos trate do chamado “núcleo BRB” e de personagens ligados ao governo do Distrito Federal.

Corrida por delação

Vorcaro acelerou a entrega do material diante da possibilidade de o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também tentar negociar uma delação premiada. Pessoas próximas ao ex-banqueiro avaliam que Paulo Henrique Costa teria dificuldade para apresentar fatos novos caso Vorcaro entregue previamente informações relacionadas ao BRB e às conexões políticas investigadas.

Situação de Vorcaro

Vorcaro está preso preventivamente desde março, quando foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes bilionárias no mercado financeiro.

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Próximos passos

O conteúdo da proposta começou a ser entregue nesta semana e ainda passará por análise técnica da PF e da PGR. A avaliação deve verificar se as informações apresentadas trazem elementos inéditos e provas que sustentem eventual avanço das investigações.

A análise preliminar do material deve durar semanas antes da eventual formalização da delação no Supremo Tribunal Federal (STF).

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