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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante discurso no evento de lançamento de Sergio Moro (PL) como pré-candidato ao governo do Paraná, nesta sexta-feira (29). Flávio acusou Lula de ter feito “lobby” junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, para evitar que os Estados Unidos classificassem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
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A acusação de Flávio
Flávio afirmou que Lula teria atuado para defender as facções criminosas.
“Enquanto ele foi lá fazer lobby para CV e PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para CV e PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”, declarou o senador.
A classificação das duas facções foi anunciada na última quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, dois dias depois de Flávio ter se encontrado com Trump na Casa Branca. O pré-candidato diz que, na reunião, pediu ao presidente americano para tratar PCC e CV como grupos terroristas.
A defesa de Lula às facções?
Flávio também reagiu a declarações de Lula sobre a decisão americana. O presidente afirmou que criminosos brasileiros não deveriam ser enquadrados como terroristas e criticou a possibilidade de interferência externa em assuntos internos do país.
“Existem 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por CV, PCC e essas organizações narcoterroristas. O que ele fez foi o seguinte: falar para 50 milhões de brasileiros que eles não merecem soberania, que eles não merecem ter paz, que eles não merecem ter oportunidade, porque o Lula está defendendo a soberania do CV e do PCC. E a gente não vai admitir isso, porque nós amamos o nosso Brasil. E nós temos a missão de libertar esses 50 milhões de brasileiros e devolver a eles a soberania que eles merecem e que nós merecemos”, afirmou Flávio.
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A resposta de Lula
Na manhã da mesma sexta-feira (29), Lula fez duras críticas à decisão dos Estados Unidos e atacou Flávio diretamente.
“Eu tive três horas [de reunião] com o presidente Trump, três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, criticou o presidente.
Lula também comparou Flávio a Joaquim Silvério dos Reis, o maior símbolo de traição da Inconfidência Mineira.
“Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá”, acrescentou.
“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, declarou Lula.
