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Um medicamento comum para pressão alta, utilizado por milhões de britânicos, pode reduzir drasticamente um dos sintomas mais debilitantes do TDAH, conforme sugere uma pesquisa promissora. Os medicamentos atualmente disponíveis para o transtorno vêm acompanhados de efeitos colaterais significativos, incluindo dores de cabeça, distúrbios do sono e perda de apetite, e cerca de um quarto dos pacientes não respondem bem a nenhum medicamento para TDAH. No entanto, o amlodipino, que é tomado diariamente, pode agir tão bem para eliminar a hiperatividade sem efeitos colaterais significativos, acreditam os cientistas.
O estudo em peixes-zebra — que compartilham 70% de seu DNA com os humanos — descobriu que o amlodipino pode combater células nervosas no cérebro que disparam muitos sinais elétricos, desencadeando hiperatividade. Especialistas que rotularam as descobertas como ‘promissoras’ disseram que o medicamento pode oferecer uma nova opção de tratamento mais segura para pessoas com TDAH.
Dr. Matthew Parker, coautor do estudo e palestrante sênior em neurociências na Universidade de Surrey, disse: “Reutilizar o amlodipino, um medicamento bem estabelecido para pressão arterial, oferece um caminho promissor e rápido para abordar sintomas do TDAH. Nossa pesquisa indica que, devido à sua aprovação existente e perfil de segurança, o amlodipino poderia ser rapidamente redirecionado como uma opção de tratamento para TDAH, potencialmente fornecendo alívio aos pacientes mais rapidamente do que no desenvolvimento de novos medicamentos.”
O amlodipino, que custa 4 centavos por comprimido, é administrado a pacientes com pressão alta para prevenir doenças cardíacas, ataques cardíacos e derrames. Ele reduz a pressão arterial relaxando e alargando os vasos sanguíneos, facilitando o bombeamento de sangue pelo coração em todo o corpo. Pessoas com TDAH podem sofrer sintomas debilitantes, incluindo dificuldade em prestar atenção, inquietação e menor controle dos impulsos.
A equipe de pesquisadores do Reino Unido, Islândia e Alemanha comentou sobre suas mais recentes descobertas: “Houve um efeito principal significativo com
