Saúde

Parar de beber abruptamente pode alterar colesterol e aumentar risco cardíaco, diz estudo

(Pixabay)

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Interromper o consumo de álcool abruptamente pode causar alterações nos níveis de colesterol e, potencialmente, aumentar os riscos de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) fatais. A descoberta faz parte de um estudo conduzido por cientistas no Japão, publicado no Journal of the American Medical Association.

O impacto do álcool no colesterol

O colesterol é uma gordura no sangue que se apresenta nas formas “boa” (HDL) e “ruim” (LDL). O HDL ajuda a eliminar o excesso de colesterol, enquanto altos níveis de LDL podem obstruir as artérias e elevar o risco de doenças cardíacas.

A pesquisa acompanhou 57.691 pessoas no Japão ao longo de dez anos e constatou que aqueles que pararam de beber apresentaram um aumento no colesterol LDL e uma redução no HDL. Esse desequilíbrio pode ser prejudicial à saúde cardiovascular. Por outro lado, o estudo também identificou que o início do consumo de álcool esteve associado a uma “melhora moderada” nos níveis de colesterol, com efeitos mais pronunciados em quem bebia mais.

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Álcool: vilão ou aliado da saúde?

A pesquisa reacende o debate sobre os efeitos do álcool no organismo. Alguns estudos sugerem que o consumo moderado pode trazer benefícios cardiovasculares, especialmente para mulheres. No entanto, especialistas alertam que a quantidade ideal para eventuais efeitos positivos é muito baixa e não equivale ao consumo excessivo ao longo da semana.

Ainda assim, o consenso entre médicos ao redor do mundo se mantém: nenhum nível de consumo de álcool é completamente seguro. “As recomendações de saúde pública devem continuar a enfatizar a moderação no consumo de álcool, mas os níveis de colesterol devem ser cuidadosamente monitorados após a interrupção do consumo para mitigar potenciais riscos cardiovasculares”, escreveram os autores do estudo.

Resultados devem ser interpretados com cautela

Apesar dos achados, especialistas alertam para possíveis falhas na pesquisa. Stephen Bright, professor da Universidade Edith Cowan, na Austrália, destacou que alguns participantes que pararam de beber podem ter sido consumidores excessivos de álcool, o que poderia distorcer os resultados quando comparados a bebedores moderados.

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A pesquisadora Rachel Visontay, da Universidade de Sydney, também enfatizou que os dados devem ser analisados com cautela. “Mesmo que o consumo moderado traga benefícios para os níveis de colesterol, pesquisas recentes indicam que isso não se traduz necessariamente em proteção contra doenças cardiovasculares fatais”, afirmou.

Além disso, ela ressaltou que, para outras condições graves, como o câncer, qualquer consumo de álcool pode aumentar os riscos. “Por isso, é fundamental que as pessoas não interpretem essa pesquisa como incentivo para começar a beber ou manter padrões de consumo prejudiciais”, completou.

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