Saúde

Estudo com 340 mil pessoas revela qual bebida alcoólica reduz o risco de morte em 25%

Foto: Duc Quang Tran/Pixabay

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Uma pesquisa com cerca de 340 mil britânicos ao longo de 13 anos indica que o tipo de bebida alcoólica consumida pode influenciar diretamente o risco de morte precoce. Segundo o estudo, cerveja, sidra e destilados estão associados a um aumento desse risco, enquanto o consumo moderado de vinho apresentou resultados mais favoráveis.

Os dados mostram que homens que ingeriam, em média, três doses diárias de álcool e mulheres com cerca de 1,5 dose por dia tinham 24% mais chances de morrer prematuramente, independentemente da bebida escolhida. Mesmo em quantidades menores, o consumo de cerveja, sidra ou destilados continuou associado à redução da expectativa de vida.

Por outro lado, os participantes que consumiam vinho tiveram os melhores resultados — superando inclusive pessoas que não bebiam álcool. A análise das mortes por doenças cardíacas apontou que o risco entre consumidores de vinho era 21% menor em comparação aos abstêmios, enquanto apreciadores de cerveja apresentaram risco 9% maior.

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O autor do estudo, Zhangling Chen, destacou que os efeitos do álcool na saúde não dependem apenas da quantidade, mas também do tipo de bebida. “Mesmo o consumo leve a moderado de destilados, cerveja ou sidra está ligado a maior mortalidade, enquanto o vinho, em níveis semelhantes, pode apresentar risco menor”, afirmou durante apresentação no American College of Cardiology.

Segundo o pesquisador, uma possível explicação está nos polifenóis presentes principalmente no vinho tinto, como o Merlot. Essas substâncias antioxidantes ajudam a reduzir a pressão arterial, controlar o colesterol e melhorar a saúde intestinal.

Outro fator apontado é o contexto de consumo: o vinho costuma ser ingerido durante refeições, enquanto cerveja e destilados são frequentemente acompanhados de alimentos menos saudáveis.

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O estudo também reforça os riscos do consumo excessivo. A ingestão elevada de álcool foi associada a um aumento de 24% no risco de morte precoce, além de elevar em 36% o risco de câncer e em 14% o de doenças cardíacas.

Apesar dos resultados, autoridades de saúde como o NHS recomendam limites semanais: até seis pints de cerveja ou cerca de dez taças pequenas de vinho. Especialistas reforçam que, mesmo com possíveis diferenças entre bebidas, o consumo deve ser sempre moderado.

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