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Os bebês com menos de seis meses de idade são especialmente suscetíveis a hospitalizações por COVID-19 e, até o momento, não são elegíveis para a vacina. No entanto, suas mães podem ser a chave para sua proteção. Uma nova pesquisa sugere que a vacinação contra COVID-19 durante a gravidez oferece proteção não só para as gestantes, mas também para seus bebês. Um estudo abrangente realizado na Noruega apontou que bebês cujas mães foram vacinadas durante a gravidez apresentaram menor risco de contrair COVID nos primeiros seis meses de vida em comparação com os bebês de mães não vacinadas.
O Dr. Thomas Nguyen, pediatra em Ohio e professor associado da Ohio University’s Heritage College of Osteopathic Medicine, recordou à NPR como pacientes começaram a perguntar sobre vacinas para gestantes em 2021. Quando a vacina foi disponibilizada ao público naquele ano, dados já mostravam que mulheres grávidas tinham maior probabilidade de serem hospitalizadas e enfrentarem complicações graves pela COVID, o que levou o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas a recomendar a vacinação para esse grupo. Isso tudo, à época, era uma decisão mais baseada em incertezas. “Este estudo basicamente confirma que estávamos corretos em fazer essas recomendações”, disse Nguyen sobre as novas descobertas. “É bom ver que nossas expectativas quanto às vacinas contra COVID protegerem bebês jovens foram confirmadas antes mesmo de serem vacinados.”
Reportado pela primeira vez nos EUA no início de 2020, o coronavírus já matou mais de 7,1 milhões de pessoas no mundo. A Organização Mundial da Saúde agora estima que há cerca de 43.000 novos casos de coronavírus relatados mensalmente, com mais variantes surgindo. Quando uma mulher grávida recebe a vacina COVID, os anticorpos são passados para seu bebê, protegendo ambos do vírus.
O estudo, publicado na revista Pediatrics, também constatou que receber a vacina no útero não aumentou o risco de infecção por outras doenças nos bebês. Isso contraria um mito comum, mas infundado, dos críticos da vacina, que temem que a vacina contra COVID suprimisse o sistema imunológico dos bebês. Nguyen contou à NPR que os resultados refutam essa ideia, já que não houve aumento no risco de infecção ou hospitalizações em bebês nascidos de mulheres que foram vacinadas durante a gravidez.
Os resultados são especialmente relevantes, dada a descoberta de um estudo de 2024 que mostrou que bebês norte-americanos menores de seis meses estão sendo hospitalizados por COVID na mesma taxa que pessoas de 65 a 74 anos, com um em cada cinco desses bebês sendo admitidos na UTI. O novo estudo na Pediatrics mostrou que os recém-nascidos de até dois meses que foram expostos à vacina antes do nascimento tiveram quase metade da probabilidade de serem hospitalizados por COVID. Em bebês de três a cinco meses, a hospitalização por COVID foi 24% menos provável. Após os seis meses, a proteção conferida pela vacina diminuiu.
Embora o estudo da Pediatrics não seja o primeiro a mostrar os benefícios potenciais da vacina COVID durante a gravidez, é um dos maiores, compilando dados de mais de 140.000 bebês e suas mães. O grande volume de participantes na pesquisa oferece uma segurança adicional aos médicos sobre a integridade dos achados.
