Saúde

Condição comum aumenta em 66% o risco de demência, aponta estudo

(Pixabay)

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]

Um novo estudo aponta que a anemia — condição que afeta cerca de 10% dos adultos nos Estados Unidos com mais de 65 anos — pode estar associada a um aumento significativo no risco de demência.

A pesquisa, realizada por cientistas na Suécia, analisou a relação entre o declínio cognitivo e a anemia, doença caracterizada pela redução de glóbulos vermelhos e hemoglobina no sangue. Os resultados mostraram que participantes com anemia tiveram 66% mais chances de desenvolver demência em comparação com aqueles com níveis normais de hemoglobina.

Os pesquisadores também identificaram sinais adicionais de alerta. A anemia foi associada a biomarcadores no sangue ligados ao Alzheimer, como a proteína tau fosforilada 217 (p-tau217), que pode indicar a presença de processos relacionados ao desenvolvimento da doença.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

De acordo com os dados, o maior risco de demência foi observado em pessoas que apresentavam tanto anemia quanto níveis elevados desses biomarcadores, sugerindo uma possível ligação entre a falta de hemoglobina e processos de neurodegeneração.

A médica Liron Sinvani, diretora de pesquisa e inovação do Northwell Institute of Healthy Aging, explica que a anemia ocorre quando há baixa quantidade de glóbulos vermelhos no sangue, responsáveis pelo transporte de oxigênio.

“Se você tem menos glóbulos vermelhos circulando, pode haver menos oxigênio disponível”, afirmou.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

Segundo ela, isso pode afetar diretamente o cérebro. A falta de oxigênio pode levar ao estresse oxidativo, perda de neurônios, aumento da inflamação e redução da capacidade do cérebro de eliminar toxinas — fatores que podem contribuir para o declínio cognitivo.

Apesar dos riscos, os especialistas destacam um ponto positivo: a anemia é uma condição tratável. Segundo Sinvani, isso a diferencia de outros fatores de risco para demência.

“Diferente de outros fatores que conhecemos, a anemia pode ser modificada. Podemos tratá-la”, afirmou.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

A condição é comum e, na maioria dos casos, pode ser controlada com mudanças na alimentação, reposição de ferro e investigação de possíveis perdas de sangue. Exames de sangue simples já são suficientes para identificar o problema.

Ainda assim, os pesquisadores alertam que a anemia muitas vezes não recebe atenção adequada, especialmente quando os sintomas não são intensos.

“Normalmente, só tratamos quando os níveis estão muito baixos ou quando há sintomas. Mas este estudo levanta a questão de se deveríamos ser mais agressivos no tratamento”, disse Sinvani.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

Os cientistas ressaltam que ainda são necessários mais estudos para confirmar uma ligação direta entre anemia e demência, e também para avaliar se o tratamento da condição poderia, de fato, reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.

A médica também defende que novas pesquisas sejam feitas com pessoas mais jovens, já que a média de idade dos participantes deste estudo foi de 72 anos. Segundo ela, uma intervenção precoce poderia trazer ainda mais benefícios na prevenção do declínio cognitivo.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

VEJA TAMBÉM

Destaques

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]Um coronel da Força...

Esportes

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp] A NFL voltou...

Entretenimento

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]O Governo Lula mudou...

Destaques

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]O ex-deputado federal Alexandre...

© 2026 Todos os direitos reservados Gazeta Brasil.

Sair da versão mobile