Saúde

Nova terapia para autismo mostra melhora na comunicação de crianças; entenda como funciona

(Pixabay)

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Pesquisadores na China desenvolveram uma técnica de estimulação cerebral que mostra promessas iniciais em melhorar habilidades de comunicação social em crianças com autismo. O estudo foi publicado recentemente.

A técnica, chamada estimulação theta burst contínua acelerada (a-cTBS), é não invasiva e pode ter um impacto significativo para pessoas no espectro que enfrentam desafios de comunicação e linguagem.


Como foi o estudo

Participaram da pesquisa 200 crianças (167 meninos e 33 meninas) com idades entre 4 e 10 anos. Todas tinham autismo. Metade dos participantes também possuía deficiência intelectual, condição comum em um terço dos indivíduos com autismo.

As crianças foram divididas aleatoriamente em dois grupos:

  • Grupo tratado: recebeu a estimulação cerebral a-cTBS

  • Grupo controle: passou por procedimento simulado

O tratamento foi aplicado por cinco dias consecutivos, com 10 sessões por dia. Durante cada sessão, cientistas posicionaram uma bobina magnética no couro cabeludo dos participantes, gerando leves impulsos no córtex motor primário do hemisfério esquerdo do cérebro – área associada ao movimento, linguagem e cognição social.

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O objetivo é regular a atividade cerebral, acalmando áreas hiperativas e estimulando áreas subativas, para aumentar a flexibilidade cerebral e fortalecer redes envolvidas na comunicação.


Resultados

Após o tratamento, o grupo que recebeu a estimulação apresentou melhorias significativas em comunicação social em relação ao grupo controle, tanto imediatamente após o tratamento quanto um mês depois. Também houve melhorias nas habilidades de linguagem.

Efeitos colaterais foram mais frequentes no grupo tratado, com inquietação e desconforto no couro cabeludo sendo as queixas mais comuns. Todas as reações adversas foram leves a moderadas e cessaram naturalmente.


O que dizem os especialistas

Roi Cohen Kadosh, professor de neurociência cognitiva da Universidade de Surrey (não participou do estudo), afirmou:

“Este é um começo muito bom e promissor. Dito isso, os resultados devem ser interpretados com certa cautela. As diferenças iniciais entre os grupos podem influenciar o tamanho das melhorias observadas após o tratamento. É necessário um seguimento mais longo para determinar se os benefícios são duradouros.”

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David McGonigle, professor da Universidade de Cardiff (também não envolvido na pesquisa), declarou:

“Estou preocupado com o uso de estimulação cerebral em população tão jovem, já que ainda não sabemos seus efeitos no cérebro em desenvolvimento.”


Necessidade de novos métodos

A necessidade de novas abordagens é clara. Aproximadamente 3 em cada 4 crianças com autismo têm algum nível de comprometimento de linguagem na idade pré-escolar, e até 35% são minimamente verbais ou não falam. Muitas famílias recorrem a especialistas, mas o progresso varia muito.

Os pesquisadores afirmam que a técnica “pode ser uma opção terapêutica viável, eficaz e escalável” para crianças com autismo, incluindo aquelas com deficiência intelectual.

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