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No início de maio, as alarmas voltaram a soar no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) . Em questão de dias, hospitais da província de Ituri começaram a receber pacientes com febre alta, vômitos e sintomas hemorrágicos.
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A confirmação chegou em 15 de maio, quando as autoridades sanitárias e a CDC da África declararam oficialmente um novo surto de ebola. Os números já são contundentes: até 17 de maio, foram confirmados ao menos 88 mortes associadas e 336 casos suspeitos.
Variante rara e sem vacina
Especialistas detectaram que a cepa responsável não é a habitual Zaire, mas sim a variante Bundibugyo. Segundo a doutora Céline Gounder (CBS News), essa variante só foi registrada em dois surtos anteriores:
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Uganda (2007)
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Congo (2012)
“Não há vacinas nem tratamentos aprovados para esta cepa” , destacou a especialista.
Taxa de letalidade histórica da Bundibugyo: cerca de 36-40% (enquanto a cepa Zaire oscila entre 60% e 90% ).
Declaração da OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto na RDC e Uganda representa uma emergência de saúde pública internacional, devido à:
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Gravidade da doença
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Risco de propagação a outros países
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Falta de tratamentos ou vacinas específicas
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou:
“A RDC tem uma sólida trajetória na resposta e controle do ebola. O surto nos lembra a ameaça persistente que os surtos representam para a saúde humana e a importância da cooperação e solidariedade.”
Sintomas do ebola
| Sintomas iniciais | Sintomas graves |
|---|---|
| Febre alta | Hemorragias internas e externas |
| Dor muscular e de cabeça | Falência múltipla de órgãos |
| Debilidade intensa | |
| Dor de garganta | |
| Vômitos e diarreia | |
| Erupções cutâneas |
A doença geralmente progride rapidamente. A taxa de letalidade média é de 50% a 60% (varia conforme a cepa e a resposta sanitária).
Como se transmite
A transmissão ocorre apenas pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas:
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Sangue
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Saliva
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Suor
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Urina
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Vômito
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Fezes
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Sêmen
Também se propaga por superfícies e objetos contaminados (roupas, lençóis).
Não há evidência de transmissão por ar, água ou alimentos.
Período de incubação: 2 a 21 dias. Só contagia quando os sintomas aparecem.
Fatores de risco
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Trabalhadores da saúde (exposição direta a fluidos)
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Familiares de pessoas enfermas
Prevenção e controle
Medidas essenciais:
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Isolamento de casos suspeitos
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Rastreamento de contatos
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Medidas rigorosas de controle de infecções em centros de saúde
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Enterro seguro de falecidos
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Sensibilização comunitária
Risco de expansão
Autoridades alertam para alto risco de expansão para:
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Uganda (já registrou um falecimento associado)
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Sudão do Sul (proximidade geográfica e mobilidade populacional)
Fatores de alto risco: área urbana com intensos movimentos populacionais e múltiplas fronteiras nacionais.
Desafios
A resposta se complica por:
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Lacunas na identificação de contatos
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Falta de recursos para rastrear expostos
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Falta de vacina para esta cepa específica
O Congo enfrentou 17 surtos de ebola desde 1976. A experiência prévia é um ativo, mas a falta de fundos complica a resposta.
