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Maduro insiste em eleições no Essequibo, aumentando a tensão com a Guiana

Foto: Reprodução/X

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A ditadura de Nicolás Maduro continua intensificando a tensão na região disputada do Essequibo. A vice-presidente do regime venezuelano, Delcy Rodríguez, classificou como “transcendental” a eleição regional e legislativa convocada pelo chavismo para o próximo dia 25 de maio, na qual o país pretende eleger o governador e os deputados regionais do território de quase 160 mil quilômetros quadrados, disputado com a Guiana.

“O povo venezuelano está decidido a defender o Essequibo e seus recursos energéticos, e o dia 25 de maio será uma eleição transcendental, porque vamos escolher o governador e o corpo legislativo da Guiana Esequiba”, afirmou Rodríguez durante um evento na Universidade dos Hidrocarbonetos, transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Ministra dos Hidrocarbonetos, Rodríguez também disse que os próximos pleitos representam uma “oportunidade política” para defender a “política energética soberana” e os “recursos” do país.

Ela ainda criticou as sanções impostas contra a Venezuela, que somariam, segundo ela, 1.039, e garantiu que elas são direcionadas “contra o povo venezuelano”.

Em dezembro de 2023, a Venezuela realizou um referendo no qual consultou a população sobre a criação de um novo estado no Essequibo e a concessão de cidadania aos moradores da região, entre outras medidas.

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A votação ocorreu mesmo após a Corte Internacional de Justiça (CIJ), que se declarou competente para julgar a disputa, ordenar que Caracas se abstivesse de tomar qualquer ação que alterasse o status atual do território, legalmente administrado pela Guiana.

A CIJ solicitou que o regime de Nicolás Maduro não organize eleições no território em 25 de maio, mas Caracas se recusa a reconhecer a jurisdição do tribunal internacional neste caso.

A disputa pelas fronteiras do Essequibo teve início com o Laudo Arbitral de Paris de 1899, que concedeu a soberania do território à então Guiana Britânica. Décadas depois, a Venezuela declarou nulo o laudo e assinou com o Reino Unido o Acordo de Genebra de 1966, que previa a criação de uma comissão para resolver a controvérsia histórica — o que nunca foi implementado.

Guiana denuncia ataques armados na fronteira com a Venezuela

O governo da Guiana voltou a condenar “veementemente” uma série de ataques armados ocorridos entre a madrugada de quarta e quinta-feira, supostamente vindos da Venezuela, contra membros da Força de Defesa da Guiana (GDF), no rio Cuyuni, que margeia a fronteira entre os dois países.

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O ministro de Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Guiana, Hugh Hilton Todd, apresentou um protesto formal pelos ataques, atribuídos a homens armados vestidos como civis na costa venezuelana do rio Cuyuni — região rica em petróleo e minerais, onde a Venezuela planeja realizar eleições no dia 25 de maio.

Segundo as autoridades guianesas, agentes da GDF foram atacados em três episódios distintos enquanto realizavam patrulhas fluviais rotineiras logo após a meia-noite de quarta-feira. Nenhum soldado foi ferido, já que as tropas conseguiram controlar a situação.

A Guiana exigiu uma investigação completa e a rápida prisão dos responsáveis, por meio de carta endereçada ao Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

Parlamento da Venezuela está há mais de um mês sem funcionar

Enquanto isso, a Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo chavismo, está há mais de um mês sem realizar sessões ordinárias ou extraordinárias. A diretoria da casa, liderada pelo deputado Jorge Rodríguez, e outros parlamentares estão focados na campanha eleitoral para o pleito de 25 de maio, no qual esperam ser reeleitos.

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O Parlamento, que é unicameral e conta com 277 deputados, não se reuniu nem nesta quinta-feira, dia em que costuma realizar sessões, nem na última terça-feira. Já são 35 dias sem atividades legislativas.

Durante esse período, vários parlamentares participaram de atos relacionados à campanha, que também inclui a eleição de governadores nos 24 estados venezuelanos — incluindo a Guiana Esequiba, considerada como estado pelo chavismo.

Rodríguez, presidente da Assembleia desde o início da atual legislatura, em janeiro de 2021, tenta se manter no cargo até 2031, assim como os deputados Cilia Flores e Nicolás Maduro Guerra, esposa e filho do ditador Nicolás Maduro, que iniciou em janeiro um terceiro mandato consecutivo após uma reeleição amplamente contestada em 2024.

Outros nomes do chavismo na corrida eleitoral incluem Pedro Infante e América Pérez, primeiro e segunda vice-presidentes da Assembleia Nacional. A campanha começou oficialmente em 29 de abril e vai até 22 de maio, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

A última sessão da Assembleia foi em 10 de abril, quando aprovou o decreto de estado de emergência econômica assinado por Maduro em resposta ao “impacto da guerra comercial global iniciada pelo governo dos Estados Unidos”, que impôs tarifas de 15% contra a Venezuela, país que também enfrenta sanções mais duras de Washington.

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Desde então, os parlamentares que buscam reeleição têm deixado a agenda legislativa de lado para se concentrar na campanha, com o objetivo de “aprofundar a revolução bolivariana” — referência ao projeto político iniciado pelo falecido presidente Hugo Chávez (1999–2013).

Entre os candidatos da oposição estão o ex-governador e duas vezes candidato presidencial Henrique Capriles e o ex-deputado Juan Requesens. Eles concorrem mesmo com a decisão da Plataforma Unitária Democrática (PUD), principal coalizão opositora, de boicotar o pleito, alegando fraude nas eleições presidenciais de 2024.

(Com informações de agências)

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