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Netanyahu adia plano de revisão judicial após protestos

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que um controverso plano para reformar o Judiciário do país será adiado após meses de protestos e oposição de seu próprio governo.

Netanyahu disse nesta segunda-feira (27) que a polêmica legislação seria adiada até a próxima sessão parlamentar.

“Não estou pronto para dividir a nação em pedaços”, disse ele em um discurso nesta segunda-feira (27).

 

“Decidi suspender a votação da segunda e terceira leituras da lei nesta sessão do Knesset, a fim de tentar chegar a um acordo sobre a legislação durante o próximo Knesset”, disse Netanyahu, traduzido do hebraico, referindo-se ao parlamento israelense.

 

“Concordei em remover o veto para o adiamento da legislação, em troca do compromisso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que a legislação será levada ao Knesset para aprovação na próxima sessão, caso nenhum acordo seja alcançado durante o recesso”, disse o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, líder do partido Poder Judaico, em comunicado.

 

O líder do Histadrut, o maior sindicato de Israel, convocou uma greve geral nesta segunda-feira (27), enquanto manifestantes em Tel Aviv e outras cidades continuam pressionando o governo para interromper as controversas reformas judiciais.

Os manifestantes invadiram as ruas de Israel , enquanto milhares expressavam sua oposição a um controverso projeto de lei de reforma da justiça e à decisão do primeiro-ministro de demitir o secretário de defesa que se manifestou contra ele.

Netanyahu demitiu Yoav Gallant no domingo (26), um dia depois de Gallant pedir a suspensão da reforma planejada do judiciário de Israel, que dividiu ferozmente o país. Líderes militares e empresariais também se manifestaram contra o plano.

 

Netanyahu ainda não desistiu do polêmico projeto de reforma, apesar dos grandes protestos e greves generalizadas.

O governo de Netanyahu sobreviveu a um voto de desconfiança na manhã de hoje, após a escalada de manifestações e greves.

Segundo a imprensa local, cerca de 600 mil pessoas foram às ruas para protestar contra as propostas, que enfraqueceriam significativamente o judiciário do país e dificultariam as tentativas de remover Netanyahu do poder.

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