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A cidade de São Paulo registrou um marco significativo nas eleições de 2024, com a maior taxa de abstenção da história para um segundo turno. Na disputa entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), o percentual de eleitores que não compareceram às urnas alcançou 31,50%, totalizando 2.726.970 ausentes, com 92% das urnas já apuradas.
Ricardo Nunes foi reeleito prefeito com 59,97% dos votos. Este índice superou o recorde anterior de 30,81% registrado em 2020, quando Boulos disputou a prefeitura contra Bruno Covas, durante a pandemia de coronavírus. É importante destacar que o segundo turno nas eleições municipais ocorre desde 1992.
Histórico de Abstenções em São Paulo
A comparação com anos anteriores revela um aumento nas abstenções ao longo do tempo. Em 1992, quando Paulo Maluf e Eduardo Suplicy disputaram, a taxa de ausentes foi de 12%. Nos anos seguintes, as taxas foram: 18,11% em 1996 entre Celso Pitta e Luiza Erundina, 15,16% em 2000 entre Marta Suplicy e Paulo Maluf, e 17,55% em 2004 na disputa entre José Serra e Marta Suplicy. Em 2008, a taxa foi de 17,54% na corrida entre Gilberto Kassab e Marta Suplicy, enquanto em 2012, durante o segundo turno entre José Serra e Fernando Haddad, as abstenções chegaram a 19,99%.
Em 2016, no primeiro turno, João Doria foi eleito com 21,84% de abstenção. Com a taxa em 30,81% em 2020 e agora em 2024 alcançando 31,50%, a cidade enfrenta um desafio relacionado à participação cívica e ao engajamento da população nas eleições municipais.