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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã deste sábado (19) Deivyd Bruno Nogueira Vieira, conhecido como “Piloto”, suspeito de envolvimento no atentado contra o bicheiro Vinicius Pereira Drumond, ocorrido no último dia 11, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital.
Segundo as investigações, o ataque foi realizado por ocupantes de dois veículos que seguiram o carro blindado de Drumond pela Avenida das Américas. Na altura da estação BRT Ricardo Marinho, os criminosos efetuaram aproximadamente 30 disparos de fuzil calibre 7,62 mm contra o veículo da vítima, que sofreu apenas ferimentos leves graças à blindagem do automóvel.
A Polícia Civil identificou que o carro usado pelos criminosos foi adaptado para a ação, com aberturas nos vidros laterais — conhecidas como “seteiras” — que permitem posicionar armas de grande porte para fora do veículo.
Vinicius Drumond é apontado por investigadores como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. O crime ocorreu por volta das 11h, em uma das principais vias da Barra da Tijuca.
De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), além de Deivyd, outros suspeitos de participação no atentado são Rafael Ferreira Silva, o “Cachoeira”; Adriano Carvalho de Araújo; e o policial militar da ativa Luís César da Cunha, que atua no 15º BPM (Duque de Caxias).
No momento da prisão, Deivyd portava uma pistola calibre 9 mm sem autorização. Ele foi expulso da Polícia Militar em 2023 após ser acusado de receptação de veículo roubado e tráfico de drogas.
Deivyd e Rafael Ferreira também são investigados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, assassinado em fevereiro deste ano no Centro do Rio. Rafael, por sua vez, tem histórico de prisão por envolvimento em sequestro, formação de milícia e porte de arma de uso restrito.
O nome de Rafael “Cachoeira” aparece ainda em uma música de funk divulgada após o assassinato de Marquinho Catiri, outro bicheiro alvo de investigações. A letra da música faz menção a diversos nomes relacionados a um suposto grupo de extermínio ligado ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, que tem mandado de prisão em aberto. Segundo a Polícia, integrantes do grupo também estariam citados em listas de segurança associadas a Adilsinho.