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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Pulso Brasil/Ipespe mostrou que 50% da população brasileira aprova a postura do governo federal diante das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos importados do Brasil.
O levantamento indica que 46% dos entrevistados desaprovam a reação do governo, enquanto 5% preferiram não opinar sobre o assunto.
A pesquisa também revela como as opiniões variam conforme a posição ideológica dos entrevistados:
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Entre os que se identificam como de esquerda, 88% aprovam a resposta do governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e apenas 10% desaprovam.
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Entre aqueles que se consideram de centro, a aprovação é de 62%, contra 34% de desaprovação.
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Já entre os que se declaram de direita, a desaprovação é majoritária, com 81% contra apenas 16% de aprovação — uma inversão em relação às outras faixas ideológicas.
O levantamento ouviu 2.500 pessoas entre os dias 19 e 22 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
No início de julho, Donald Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, válida a partir de 1º de agosto. Em uma carta publicada em sua rede social, Truth Social, Trump atribuiu a cobrança a uma suposta relação “injusta” entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-presidente americano já havia manifestado publicamente apoio a Bolsonaro, afirmando que o ex-mandatário brasileiro é vítima de uma “caça às bruxas” no inquérito aberto contra ele no STF.
As declarações geraram desconforto no governo Lula, que classificou a publicação da carta em rede social como uma “total falta de respeito”.
Em entrevista concedida na última quarta-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo está tentando negociar a tarifa com os Estados Unidos.
“Estamos fazendo tentativas de contato reiteradas, mas há uma concentração de informações na Casa Branca. O vice-presidente Alckmin está em contato com secretários. Do nosso lado, na Fazenda, mantemos comunicação com a equipe técnica do Tesouro americano, mas ainda não com o secretário”, explicou Haddad.