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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou nesta terça-feira (12) uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contestando as informações apresentadas por ele sobre a violência em Brasília. Trump havia citado a capital brasileira como um dos “piores lugares do mundo” em relação aos índices de homicídios, afirmando que a cidade teria uma taxa de 13 mortes a cada 100 mil habitantes.
Ibaneis afirmou que os dados apresentados por Trump estão equivocados e podem ser consequência da “ausência de um diálogo mais consistente” entre os países. Na carta, o governador destacou que cada ente federativo no Brasil tem autonomia para conduzir a segurança pública e ressaltou que seu governo, de centro-direita e oposição ao presidente Lula, foca em resultados concretos, “livre de vieses ideológicos”.
O governador do DF também criticou o posicionamento do presidente Lula sobre as tarifas americanas, afirmando ter promovido uma reunião entre governadores para “defender a abertura do diálogo direto com o governo norte-americano”. “Diferentemente do atual Governo Federal, acredito no diálogo e na força das relações diplomáticas. Tenho, de forma reiterada, afirmado que o Governo Federal deve abandonar disputas ideológicas e adotar uma postura pragmática nas relações internacionais, abrindo canais de negociações produtivas com os Estados Unidos da América”, escreveu Ibaneis.
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Em relação aos números da violência, Ibaneis ressaltou que, segundo dados do próprio governo local, a taxa de homicídios em Brasília em 2024 foi de 6,8 mortes por grupo de 100 mil habitantes, o menor índice desde 1977, quando era de 14 por 100 mil. Já o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta uma taxa de 11 homicídios por 100 mil habitantes na capital federal.
Na segunda-feira (11), durante o anúncio da intervenção federal na segurança de Washington D.C., Trump mencionou Brasília para justificar a ação, colocando a capital brasileira como exemplo de cidade com alta violência, comparando-a com outras capitais da América Latina e com Washington, que teria 41 homicídios por 100 mil habitantes, segundo o presidente americano.
Em resposta, Ibaneis afirmou que Trump “está confundindo Brasília com Nova York e eu com o Lula”, destacando que os dados do Distrito Federal contradizem a imagem apresentada pelo líder norte-americano.
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O que diz a carta de Ibaneis:
Cumprimentando-o cordialmente, reafirmo o respeito e a admiração pela histórica relação de cooperação e amizade entre o Brasil e os Estados Unidos da América, ciente de que o diálogo transparente e baseado em fatos é o alicerce de qualquer parceria sólida.
Em razão de recentes declarações públicas proferidas por Vossa Excelência, nas quais Brasília foi mencionada de forma comparativa a localidades internacionalmente reconhecidas por elevados índices de violência, é necessário esclarecer, com base em dados oficiais, que tal percepção não reflete a realidade da capital brasileira. São informações equivocadas, possivelmente decorrentes da atual ausência de um diálogo mais consistente entre o Brasil e os Estados Unidos da América.
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No modelo federativo brasileiro, cada estado e o Distrito Federal possui autonomia para estruturar e conduzir sua própria política de segurança pública. Nesse contexto, o Governo do Distrito Federal, por mim conduzido, é de centro-direita, em oposição ao atual Governo Federal, de esquerda.
Por isto, a segurança pública da capital do Brasil tem por foco resultados concretos, livre de vieses ideológicos. O sucesso obtido decorre da autonomia de Brasília, garantida pela Constituição Federal do Brasil, e da determinação de proteger a população acima de interesses partidários.
A condução da segurança pública no Distrito Federal se alinha, em sua essência, à visão de “lei e ordem”, reforçando que o combate firme ao crime, associado a políticas sociais de alcance real, é o caminho para uma sociedade segura e próspera. Exemplo disso são as políticas sociais e de segurança integradas que o Governo do Distrito Federal executa de forma independente da União.
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Entre elas, destaca-se o Plano de Ação para Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, pioneiro no país, elaborado antes mesmo da Política Nacional prevista na Lei n° 14.821/2024. Este plano é intersetorial, garantindo acolhimento, atendimento de saúde, qualificação profissional, acesso a programas habitacionais e alimentação gratuita nos restaurantes comunitários.
A integralidade na segurança pública do Distrito Federal, como implementada pelo Programa Segurança Integral, refere-se à abordagem abrangente que visa a atuação integrada de diversos órgãos e setores para garantir a segurança da população. Essa abordagem envolve a participação da comunidade, através dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs), e a articulação com diferentes áreas do governo, buscando soluções eficazes para os problemas de segurança.
Os CONSEGs são espaços onde a comunidade pode participar ativamente na formulação e discussão de políticas de segurança pública, por meio de reuniões mensais, abertas a todos os cidadãos, fortalecendo o trabalho das forças de segurança e do governo, ampliando a voz da comunidade.
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O programa Segurança Integral é estruturado em seis eixos principais:
1. Cidade Mais Segura: Focado em ações de segurança urbana e prevenção da violência.
2. Escola Mais Segura: Busca garantir um ambiente escolar seguro e protegido para alunos e profissionais.
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3. Cidadão Mais Seguro: Promove a participação cidadã e a conscientização sobre segurança.
4. Mulher Mais Segura: Desenvolve ações para proteger as mulheres e combater a violência de gênero.
5. Servidor Mais Seguro: Valoriza e protege os profissionais da segurança pública.
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6. Campo Mais Seguro: Voltado à proteção da população e da zona rural do Distrito Federal.
Conforme o Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Brasília registrou, no ano passado, taxa de 6.9 homicídios para cada 100 mil habitantes, sendo a terceira menor entre todas as capitais de estado do Brasil. Este resultado representa um marco histórico e reflete políticas públicas assertivas, uso intensivo de tecnologia e integração das forças policiais.
Em 2025, ações estruturantes foram ampliadas, das quais se destaca:
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1. Lançamento do Programa Acolhe DF (Decreto n° 47.423/2025), para reinserção social de dependentes de álcool e drogas;
2. Inauguração do Hotel Social, garantindo pernoite, alimentação, higiene pessoal e abrigo para pessoas em situação de rua e seus animais de estimação;
3. Benefício financeiro emergencial de R$ 600,00 a pessoas em vulnerabilidade e x t r e m a;
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4. Encaminhamento de pessoas em situação de rua a programas como o Renova-DF, destinado à capacitação e empregabilidade.
Os números confirmam a efetividade dessa estratégia: o 2° Censo Distrital da População em Situação de Rua (2025) apontou crescimento de 19,8% nessa população em relação a 2022 — índice inferior à média nacional de 25% –, evidenciando que o conjunto de políticas do Distrito Federal mitiga o avanço da vulnerabilidade.
Registre-se que na atual gestão foi alcançado o menor índice de homicídios dos últimos 48 anos, fruto do investimento na contratação de mais 5 mil servidores de segurança pública, na duplicação dos pontos de monitoramento eletrônico e outras ações. A metodologia de gestão da segurança no Distrito Federal é realizada de forma coordenada, contando com a atuação integrada da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Penal e do Departamento de Trânsito, garantindo respostas rápidas e eficientes às demandas da população.
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Além disso, adota o conceito de “segurança integral”, que vai além da repressão ao crime e busca envolver ativamente a sociedade na formulação e no acompanhamento das políticas públicas voltadas à cidadania, fortalecendo o vínculo entre Estado e comunidade e assegurando resultados sustentáveis.
Diferentemente do atual Governo Federal, acredito no diálogo e na força das relações diplomáticas. Tenho, de forma reiterada, afirmado que o Governo Federal deve abandonar disputas ideológicas e adotar uma postura pragmática nas relações internacionais, abrindo canais de negociações produtivas com os Estados Unidos da América. Para este Governo do Distrito Federal, interesses geopolíticos e comerciais devem estar acima de divergências político-partidárias.
Recentemente, inclusive, promovi reunião com governadores de diversos estados brasileiros, com o objetivo de defender a abertura do diálogo direto com o governo norte-americano.
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Durante o encontro, enfatizou-se a necessidade de redução da tensão entre os dois países e de que haja atuação coordenada com o Congresso Nacional, visando minimizar prejuízos à economia nacional.
Por fim, com respeito, manifesto interesse em fortalecer as pontes políticas e institucionais entre os dois países.
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