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A Operação Ícaro prendeu nesta terça-feira (12) o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, além de outras quatro pessoas, em uma investigação sobre fraudes envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, com a apreensão de mais de R$ 1 milhão em espécie, esmeraldas, além de valores em dólares e euros.
Segundo o promotor de Justiça João Ricupero, o dinheiro e as pedras preciosas foram encontrados na casa de um dos investigados que auxiliava os auditores na lavagem dos valores ilícitos. O homem, identificado como Celso Éder Gonzaga de Araújo, já possui processos por estelionato no Mato Grosso do Sul. Na mesma residência, foram apreendidos também US$ 10 mil (aproximadamente R$ 54,2 mil) e 600 euros (cerca de R$ 3,7 mil), guardados em cofre.
Além dos empresários, foram presos o supervisor da Diretoria de Fiscalização da Sefaz-SP, Artur Gomes da Silva Neto; o auditor fiscal Marcelo de Almeida Gouveia; Celso Gonzaga; e Tatiane da Conceição Lopes, esposa de Celso.
As investigações apontam que o esquema consistia em auditores fiscais que recebiam propina para acelerar e aprovar o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Secretaria da Fazenda paulista, procedimento que, embora legítimo, é normalmente complexo e demorado. As empresas Ultrafarma e Fast Shop, entre outras do comércio varejista, pagavam valores milionários para facilitar a liberação dos créditos, evitando revisões e liberando valores maiores em prazos reduzidos.
O suposto líder do esquema, um auditor fiscal, foi preso em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, e recebia os pagamentos por meio de uma empresa registrada no nome da mãe. Outro auditor fiscal integrante foi detido em São José dos Campos, no interior paulista. Um fiscal aposentado em janeiro deste ano também foi alvo de buscas.
De acordo com os promotores, apenas um dos suspeitos teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.
A Fast Shop informou que “ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes”. A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com os desdobramentos da investigação.