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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e outros seis líderes do continente divulgaram uma declaração conjunta nesta sexta-feira (15) expressando disposição em participar de uma cúpula trilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário ucraniano Volodimir Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin.
No documento, os europeus foram enfáticos ao afirmar que a Rússia “não pode vetar” o caminho da Ucrânia em direção à União Europeia e à OTAN.
“Tal como prevê o presidente Trump, o próximo passo deve ser agora continuar as conversas, incluindo o presidente Zelensky, com quem ele se reunirá em breve. Também estamos dispostos a colaborar com o presidente Trump e o presidente Zelensky para celebrar uma cúpula trilateral com o apoio da Europa”, diz a declaração.
Entre os signatários estão o presidente francês Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente finlandês Alexander Stubb e o primeiro-ministro polonês Donald Tusk.
A declaração foi divulgada após a reunião entre Trump e Putin em Anchorage, no Alasca, que terminou sem acordo sobre um cessar-fogo na Ucrânia. Apesar disso, Trump classificou o encontro como “extremamente produtivo”. No sábado, ele conversou por telefone com Zelensky e líderes europeus para relatar os pontos tratados com Putin.
“O líderes acolheram com satisfação os esforços do presidente Trump por deter a matança na Ucrânia, pôr fim à guerra de agressão da Rússia e alcançar uma paz justa e duradoura”, afirma o texto.
O documento acrescenta que “a Ucrânia deve contar com garantias de segurança inquebrantáveis para defender eficazmente sua soberania e integridade territorial. Acolhemos com satisfação a declaração do presidente Trump de que os Estados Unidos estão dispostos a oferecer garantias de segurança”.
A chamada Coalizão dos Dispostos, formada por 31 países que prometeram ampliar o apoio a Kiev, também foi citada. Segundo os líderes, “não devem ser impostas limitações às Forças Armadas da Ucrânia nem à sua cooperação com terceiros países. A Rússia não pode vetar o caminho da Ucrânia para a UE e a OTAN”.
Os europeus ressaltaram ainda que “caberá à Ucrânia tomar decisões sobre seu território” e reforçaram que “as fronteiras internacionais não devem ser modificadas pela força”.
A nota conclui com o compromisso de “manter a pressão sobre a Rússia” e de “reforçar as sanções e ampliar as medidas econômicas para pressionar a economia de guerra da Rússia até que se alcance uma paz justa e duradoura”.
“Ucrânia pode contar com nossa solidariedade inabalável enquanto trabalhamos por uma paz que salvaguarde os interesses vitais de segurança de Ucrânia e Europa”, finaliza o comunicado.
Do lado ucraniano, Zelensky declarou apoio à proposta de Trump e afirmou neste sábado que viajará a Washington na segunda-feira (18) para discutir “todos os detalhes” do processo com o presidente americano.
Entre os líderes europeus, Macron defendeu a necessidade de manter “a pressão” sobre Moscou até que “seja alcançada uma paz sólida e duradoura que respeite os direitos da Ucrânia”. O francês também alertou que é “essencial aprender todas as lições dos últimos 30 anos, em especial a propensão bem estabelecida da Rússia a não cumprir seus próprios compromissos”.
Já o britânico Keir Starmer elogiou a postura de Trump, afirmando que seus esforços aproximam o mundo “mais do que nunca do fim da guerra ilegal da Rússia contra a Ucrânia”. Para ele, “embora avanços tenham sido alcançados, o próximo passo deve ser novas conversas com o presidente Zelensky”.