Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Um rebocador colidiu com a estrutura da nova ponte do distrito de Outeiro, em Belém, na manhã deste domingo (17). Não houve feridos, mas o comandante da embarcação fugiu do local.
O incidente ocorreu por volta das 9h, envolvendo o empurrador “Confiança 9” e a balsa Melbourne, segundo boletim da Polícia Civil. Uma equipe policial foi enviada ao local e apreendeu o rebocador, que foi deixado em um porto nas proximidades.
A obra da ponte, avaliada em R$ 101 milhões e executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra), faz parte de mais de 30 projetos em andamento para a Conferência do Clima (COP 30). A construção deve melhorar a mobilidade entre o porto de Outeiro, que receberá navios de cruzeiro, e os locais oficiais da conferência, como o Parque da Cidade. Até o início de agosto, a obra estava 84% concluída e tem previsão de entrega em setembro.
Em nota, a empresa responsável pelo rebocador, Majonav Transporte Fluvial da Bacia Amazônica Ltda., afirmou que “não houve danos à integridade da tripulação ou à estrutura da ponte, estando todos em segurança” e que “mantém contato com autoridades competentes e reforça seu compromisso com a segurança da navegação e proteção das comunidades ribeirinhas, adotando medidas de prevenção”.
A Seinfra destacou que a embarcação envolvida já é reincidente e que já havia sido notificada anteriormente. “A embarcação foi apreendida e as investigações para responsabilizar criminalmente os suspeitos estão em curso, e a perícia será iniciada ainda neste domingo”, informou a secretaria.
Segundo a Seinfra, o comandante já foi identificado e está evadido, e o incidente não comprometeu a estrutura nem atrasou o andamento da obra. A secretaria ressaltou que “o gabarito de navegação da nova ponte foi definido em conformidade com todas as normas da Autoridade Marítima (NORMAM-303)” e que “os parâmetros foram previamente apresentados e aprovados por todas as empresas de navegação que operam no trecho”.