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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu organizar em Moscou uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante uma ligação telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (19), informaram fontes próximas às negociações à AFP.
Segundo uma das fontes da AFP, durante a chamada, “Putin mencionou Moscou”, mas Zelensky respondeu com um firme “não”. Na ocasião, o presidente ucraniano participava de encontros na Casa Branca com líderes europeus que apoiam a Ucrânia em seu conflito contra a invasão russa.
Fontes diplomáticas próximas às negociações afirmaram que os líderes europeus consideraram a proposta de Putin “não parecer uma boa ideia”. Entre eles estavam os presidentes da Alemanha, França, Finlândia, Itália e Reino Unido, que participaram de uma reunião na Casa Branca na mesma segunda-feira.
O presidente americano Donald Trump disse que o próximo passo para tentar encerrar o conflito, agora em seu quarto ano, seria um encontro presencial entre Putin e Zelensky. Nas últimas semanas, Zelensky afirmou repetidamente estar disposto a sentar-se com Putin para buscar uma solução que coloque fim à invasão russa, que já causou dezenas de milhares de mortes e deslocou milhões de pessoas.
Um assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que Putin se mostrou aberto à “ideia” de negociações diretas com a Ucrânia, segundo informou a mídia estatal russa.
Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, discutiram possíveis medidas para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia em uma ligação telefônica realizada na terça-feira (20), incluindo os desdobramentos das conversas entre Trump e Putin em Alaska e a reunião em Washington com líderes europeus e Zelensky.
Fidan também solicitou um cessar-fogo imediato em Gaza e a liberação irrestrita da ajuda humanitária, enquanto discutia a situação na Síria, segundo uma fonte do Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
Em paralelo, o presidente francês Emmanuel Macron havia sugerido que Genebra poderia sediar o encontro entre os dois líderes, com as autoridades suíças oferecendo garantias, incluindo imunidade para Putin, caso aceitasse a cidade como local da reunião.