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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em entrevista à Rádio Itatiaia, que o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade contra tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é um procedimento “demorado” e que ele não tem pressa para implementá-lo.
“Se for tentar andar na forma que todas as leis exigem, a Organização Mundial do Comércio, vai demorar um ano”, declarou. “Temos que dizer para os Estados Unidos que nós também temos coisas pra fazer contra os Estados Unidos. Mas não tenho pressa porque eu quero negociar.”
O presidente autorizou que o processo avançasse ontem, determinando que o Ministério das Relações Exteriores adote medidas de retaliação ao chamado “tarifaço” americano. “Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos”, afirmou.
Lula reforçou ainda o tom conciliatório em relação à Casa Branca. “Se o Trump quiser negociar, o ‘Lulinha paz e amor’ está de volta. Eu não quero guerra com os EUA, eu quero negociar”, disse.
Segundo o presidente, a tramitação segue as normas internacionais. “Se você for tentar andar na forma, sabe, que todas as leis exigem o comportamento da Organização Mundial do Comércio, o comportamento das regras, você vai demorar um ano”, explicou. “Nós temos que dizer para os Estados Unidos que nós temos coisas a fazer contra os Estados Unidos.”
O Itamaraty ficará responsável por comunicar oficialmente o governo dos EUA sobre a decisão, enquanto a Camex (Câmara de Comércio Exterior) conduzirá consultas, investigações e medidas para a aplicação da reciprocidade. O governo brasileiro considera a medida como último recurso.
A Lei de Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso Nacional como reação à guerra comercial e ganhou força após o anúncio de sobretaxas de até 50% sobre a exportação de diversos produtos nacionais. Empresários brasileiros, no entanto, demonstram cautela, temendo impactos sobre o setor mais economicamente vulnerável.