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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta terça-feira (9), George Washington de Oliveira Sousa, de 57 anos, condenado pela tentativa de atentado nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília em dezembro de 2022. George havia sido liberado em regime semiaberto, mas se tornou foragido ao não se apresentar à Justiça.
Segundo as investigações, em 24 de dezembro de 2022, a Polícia Militar desativou um artefato explosivo colocado em um caminhão-tanque carregado com milhares de litros de combustível de aviação. O atentado teria sido articulado por George e por Alan Diego dos Santos Rodrigues, que ainda está foragido.
George também é investigado por envolvimento na tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, ocorrida em 12 de dezembro de 2022, dia da diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os atos fazem parte das apurações da CPI dos Atos Antidemocráticos.
Durante a prisão, cumprida com mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), George foi levado à Polícia Federal e posteriormente encaminhado à carceragem da PCDF, permanecendo à disposição da Justiça.
Segundo o depoimento de George à PCDF, a ideia do atentado surgiu em conversas no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, por apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro que não aceitavam o resultado das eleições. O acusado afirmou que decidiu se tornar atirador e adquirir armas motivado por declarações do ex-presidente.
“O que me motivou a adquirir as armas foram as palavras do presidente Bolsonaro, que sempre enfatizava a importância do armamento civil, dizendo: ‘Um povo armado jamais será escravizado’”, declarou George.
Durante a prisão, foram encontradas diversas armas e munições com o acusado, incluindo escopetas, revólveres, pistolas, um fuzil e cinco bananas de dinamite. George afirmou ter gasto mais de R$ 160 mil em armamentos e disse que viajou para Brasília em 12 de novembro de 2022 para participar dos acampamentos antidemocráticos, transportando as armas em sua caminhonete.
Em maio de 2023, a Justiça do Distrito Federal condenou George a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, enquanto Alan Diego dos Santos Rodrigues recebeu pena de 5 anos e 4 meses, permanecendo foragido.
O caso ressalta a gravidade das ameaças à segurança nacional e evidencia a atuação de grupos que planejaram atentados em resposta à derrota eleitoral de 2022.