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A Polônia anunciou nesta quinta-feira (11) que solicitou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, após a incursão de drones na quarta-feira (10), supostamente de origem russa, em seu território. O encontro ocorrerá nesta sexta-feira (12) em Nova York.
Segundo Varsóvia, cerca de 20 drones cruzaram a fronteira com a Ucrânia e Belarus, e o país pede reforço das capacidades militares da União Europeia e da OTAN em seu território. Moscou nega que tenha atacado a Polônia e afirma que não há provas de que os drones sejam russos.
Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, diversos drones e mísseis russos já invadiram o espaço aéreo de países da OTAN, mas esta é a primeira vez que um país aliado derruba essas aeronaves.
“Pretendemos chamar a atenção do mundo inteiro sobre este ataque sem precedentes perpetrado por drones russos contra um país membro não apenas da ONU, mas também da União Europeia e da OTAN”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, à emissora RMF FM.
A presidência sul-coreana do Conselho de Segurança informou que a reunião será às 19h GMT desta sexta-feira. O Conselho é formado por cinco membros permanentes com direito a veto — Estados Unidos, França e Reino Unido de um lado, e Rússia e China de outro.
O ataque ocorre em um momento de grande tensão, pouco antes das manobras militares conjuntas entre Rússia e Belarus, chamadas Zapad-2025, programadas para 12 a 16 de setembro. Em resposta, a Polônia fechou sua fronteira com Belarus e restringiu o tráfego aéreo em suas fronteiras orientais. Lituânia e Letônia também limitaram o tráfego aéreo em suas fronteiras com os dois países.
Reforço militar
De acordo com Varsóvia, 19 drones penetraram no espaço aéreo polonês, sem causar feridos. Pelo menos três deles, “de fabricação russa”, foram derrubados pelo exército polonês com apoio de aliados da OTAN.
O ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou que os drones decolaram das regiões russas de Briansk, Kursk, Orel, Krasnodar e Crimeia. Ele destacou que aliados prometem enviar reforços antiaéreos:
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Alemanha prolongará sua missão de proteção do espaço aéreo polonês por três meses, aumentando o número de caças de dois para quatro.
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Países Baixos enviarão duas baterias Patriot, sistemas de defesa de curto alcance e antidrone, além de 300 soldados.
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República Tcheca disponibilizará três helicópteros Mi-17.
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França e Reino Unido enviarão aviões Rafale e Eurofighter.
Reações e protestos
O presidente polonês, Karol Nawrocki, convocou o Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação, com participação do primeiro-ministro Donald Tusk, ministros de segurança e representantes do Parlamento e dos partidos políticos.
A invasão dos drones provocou protestos de aliados da Polônia, incluindo Alemanha, França, Estados Unidos e União Europeia.
A China, por sua vez, pediu que “todas as partes envolvidas resolvam adequadamente suas diferenças mediante diálogo e consulta”, afirmou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
A pedido da Polônia, a OTAN ativou o artigo 4 do tratado fundador, que prevê consultas entre países-membros caso qualquer um deles considere que sua integridade territorial, independência política ou segurança estejam ameaçadas.
(Com informações da AFP)