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A Polícia Civil de São Paulo anunciou neste sábado (25) a prisão do nono suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado em setembro no litoral paulista.
O novo detido é Paulo Henrique Caetano Sales, de 38 anos, conhecido como PH. Ele foi capturado no Jardim Shangrilá, na Zona Sul da capital, nesta sexta-feira (25).
Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), PH é proprietário de uma das quatro casas utilizadas pelos criminosos na Praia Grande como base logística para o crime. Os investigadores apontam que essa residência era usada desde abril por Umberto Alberto Gomes, um dos suspeitos de participar da elaboração do assassinato, que morreu em confronto com a Polícia Civil do Paraná em 30 de setembro.
Nono Envolvido Preso
Com a prisão de PH, o balanço da investigação aponta para um total de nove envolvidos presos no crime. Além disso, um suspeito morreu em confronto, e outros dois continuam foragidos.
A prisão anterior, de José Nildo da Silva, de 47 anos, também foi destacada pelo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian.
“Nós julgamos que ele possa ser um dos atiradores. Ainda está sendo constatado isso. Ele era investigado e, após o crime, se dirigiu a uma das residências que serviu de logística para a quadrilha. Nesse momento, ele estava com colete a prova de balas e armado. E acompanhado de uma mulher, que ainda não foi localizada,” afirmou Dian.
José Nildo, detido em Itanhaém (Litoral Sul), é apontado como a pessoa que ordenou que Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, levasse Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, de São Vicente para São Paulo. Fofão e Jaguar também já estão presos temporariamente.
Ligação com o PCC e Ameaças
As autoridades confirmaram a ligação do crime com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante seus mais de $40$ anos na Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes teve um papel central no combate ao crime organizado e liderou diversas investigações importantes sobre a facção.
Apesar de ter se aposentado em $2023$, as ameaças de morte contra Fontes continuaram. Um relatório de $2024$ revelou planos detalhados de atentados contra autoridades que atuavam contra o crime organizado em São Paulo.
As investigações continuam com o objetivo de concluir o inquérito e esclarecer completamente as circunstâncias e as motivações por trás da execução do ex-delegado-geral.