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Os Estados Unidos realizaram um novo ataque militar no mar do Caribe contra um barco acusado de transportar drogas, resultando na morte de quatro pessoas, informou nesta sexta-feira (14) o Comando Sul dos EUA em redes sociais. Trata-se do vigésimo ataque desse tipo autorizado pela administração de Donald Trump desde o início da campanha em setembro, elevando o total de mortos para 80.
On Nov. 10, at the direction of Secretary of War Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by a Designated Terrorist Organization. Intelligence confirmed that the vessel was involved in illicit narcotics smuggling,… pic.twitter.com/eptSZvVF6x
— U.S. Southern Command (@Southcom) November 14, 2025
A operação faz parte de uma ofensiva crescente em águas sul-americanas e ocorre pouco depois da suspensão, pela Marinha do México, da busca por um sobrevivente de um ataque anterior ocorrido no fim de outubro, que durou quatro dias.
Em publicação no X (antigo Twitter), o Comando Sul mostrou imagens de uma embarcação acelerando antes de ser tomada pelo fogo. A inteligência militar norte-americana teria confirmado que o barco estava “envolvido no contrabando ilícito de narcóticos, transitando por uma rota conhecida do tráfico e transportando drogas”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, repostou a mensagem do comando, marcando uma mudança em relação à prática habitual de anunciar essas operações em seus próprios perfis.
Na última segunda-feira, Hegseth havia informado dois ataques adicionais realizados no domingo, intensificando o clima de tensão na região. Paralelamente, a administração Trump continua ampliando a presença militar no Caribe com o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o navio de guerra mais avançado dos EUA, que deve chegar nos próximos dias após viagem desde o Mediterrâneo.
O secretário de Defesa oficializou o nome das operações como Operação Lança do Sul, destacando a importância e a permanência das forças norte-americanas na região. Com a chegada do USS Gerald R. Ford, a missão incluirá cerca de uma dúzia de embarcações da Marinha dos EUA e aproximadamente 12 mil militares.
O governo americano afirma que o aumento de recursos navais visa conter o tráfico de drogas para o território dos EUA. Embora a maioria das ações esteja concentrada no Caribe, operações semelhantes também foram realizadas no Pacífico, rota estratégica para o transporte de cocaína proveniente dos maiores produtores mundiais.
Analistas indicam que a presença do porta-aviões pode servir como pressão e elemento de dissuasão em relação ao governo de Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de coordenar atividades de narcotráfico. Não há consenso sobre a possibilidade de ataques aéreos norte-americanos em solo venezuelano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou que os EUA não reconhecem Maduro como presidente da Venezuela, afirmando que seu regime atua como uma “organização de transbordo” que facilita o tráfico de drogas para os Estados Unidos. Em resposta, Maduro denunciou que a Casa Branca estaria “fabricando” uma guerra contra seu país e convocou uma mobilização de tropas e civis para se preparar frente a possíveis ataques.
Internamente, legisladores norte-americanos de ambos os partidos têm solicitado maior transparência sobre a identidade dos alvos e a base legal das operações. Apesar do debate no Congresso, senadores republicanos rejeitaram recentemente uma proposta que limitaria a autoridade de Trump para ordenar ataques contra a Venezuela sem aprovação legislativa.