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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17) que mantém todas as opções em aberto em relação ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, incluindo uma possível intervenção militar.
Em resposta a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que considera “todas as alternativas” para lidar com a situação venezuelana e se mostrou disposto a conversar com o ditador em algum momento.
“Não descarto nada, simplesmente temos que cuidar da Venezuela”, afirmou o mandatário republicano.
As declarações ocorrem em um contexto de alta tensão entre os dois países, com movimentações militares americanas ativas no Caribe e no Pacífico e críticas frequentes de Washington a Maduro por seu impacto na migração, no narcotráfico e no crime transnacional.
Questionado sobre se estaria disposto a dialogar com Maduro, Trump reiterou: “Em algum momento, falarei com ele”, acrescentando que “Maduro não tem sido bom para os Estados Unidos”.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o regime venezuelano permanecer no poder sob certas condições, o presidente americano afirmou que a administração de Maduro causou “um dano tremendo ao nosso país” e que entrará em contato com o líder venezuelano quando considerar necessário.
“Falarei com ele”, repetiu, destacando que não tem simpatia pelos governantes da Venezuela.
Trump também reforçou a alegação de que o regime chavista permitiu a entrada nos EUA de indivíduos considerados perigosos.
“Eles enviaram centenas de milhares de pessoas ao nosso país vindas das prisões”, disse Trump. Segundo ele, muitas dessas pessoas cruzaram a fronteira e algumas pertencem a organizações criminosas como o Tren de Aragua, grupo acusado de crimes violentos e operações ilícitas internacionais.
A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, presente durante o encontro, corroborou a gravidade da ameaça.
“O Tren de Aragua é o pior. Absolutamente”, afirmou Noem. “São piores que a MS-13. São assassinos. Massacram pessoas. As mutilam e enterram nas comunidades onde cresceram. São pessoas horríveis.”
Trump completou: “Os enviaram como se fôssemos um lixão humano. Não simpatizo com quem governa a Venezuela. Amo a Venezuela. Amo o povo venezuelano. Mas o que fizeram a esse país… o que Biden e os democratas fizeram a esse país nunca poderá ser esquecido.”
Desde 2017, a relação entre Washington e Caracas tem passado por momentos de grande tensão. O governo Trump mantém firme rejeição ao regime de Maduro, que não reconhece como presidente legítimo, e aplicou sanções a funcionários e empresas estatais venezuelanas envolvidas em ações antidemocráticas e ilícitas.
A política americana de “máxima pressão” inclui sanções econômicas, apoio a setores opositores e destaque ao papel do chavismo na migração regional, na criminalidade transnacional e na instabilidade política.
Dentro desse contexto, a administração dos EUA continua avaliando uma combinação de estratégias diplomáticas, pressão econômica e potencial intervenção militar para lidar com a crise venezuelana e seus impactos na segurança hemisférica.
(Com informações da EFE e AFP)